Diário de escrita – Quando sua mente não faz sentido #duvidas #bloqueiocriativo #desabafo

Olá, achei interessante colocar aqui um texto que foi feito alguns anos atrás.

Parece que eu vivo me repetindo e no fim o sentimento é o mesmo. Nessa semana me vi empacada da mesma forma que anos atrás. Acho interessante trazer esse texto para mostrar que todos nós nos vemos nessa dúvida, nessa autocrítica que não podemos desligar. E está tudo bem, é um ciclo; tem vezes que tudo vai bem e outras, que parece que o fim do mundo chegou. Dessa vez, encontrei a solução no P.O.V, mudando o personagem que conta a história; o importante é continuar tentando e nunca desistir.

“ Então, tudo bem. Aqui estou eu em frente ao computador. Minha fonte de inspiração está aberta (tumblr), uma musica ao fundo toca e a pagina do word também, onde sei o que vai acontecer em cada cena, detalhe por detalhe, já rascunhada e pronta para tomar vida. Mas… ao mesmo tempo, eu não sei, nada parece certo. Será que o P.O.V do capítulo ficaria melhor com aquele personagem? E aqui? Será que eu deveria usar aquele outro. Sinto falta de escrever com ele. Mas não, eu não posso, isso tiraria o mistério que esse personagem precisa, pelo menos agora no começo da historia.

Nesses dias eu não sei mais de nada, parece que eu desaprendi a escrever. As palavras não cabem no molde que eu mesma criei, estranhas e alienígenas, como se outras pessoas tivessem escrevido essas milhares de palavras que eu não me lembro de ter produzido.

Eu ainda escrevo e me forço a colocar as palavras no papel, uma de cada vez, tentando recuperar aquele prazer que não sei para onde se foi. Nada está bom o bastante, eu rescrevo e acrescento, depois eu tiro algumas partes e acho que nada mudou, que eu só perco meu tempo com essas revisões que não chegam a lugar algum. Eu escrevo e continuo recebendo elogios, elogios que eu sinto que não mereço, lindos comentários que significam o mundo para mim, que sempre me motivam a ir avante e que respeitam e tem paciência para a minha falta de comprometimento com o meu próprio mundo fictício.

A verdade é que eu não sei o que estou fazendo, nem sei porque ainda escrevo.
Talvez eu tenha me desacostumado a não ter certeza para onde vou e se o que eu escrevo é bom.
Ou talvez simplesmente eu esteja evoluindo e tudo o que eu escrevi antes e vou escrever, precise mudar.
Mas uma coisa eu sei: as coisas mudam, mas meu cérebro parece não aceitar tal mudança.“

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