Minha personagem ela tem problema de aceitação sobre as coisas que ela faz por causa de um parente. Ela só conseguiu agradar ele somente uma vez e essa pessoa acabou falecendo. Ela fica se esforçando em agradar alguém que não existe mais, mas não sei como escrever isso sem ela parecer um pouco “biruta” nesta questão. Ela também se força a ficar triste, porque assim ela acha que escreve canção melhores. E nenhum de seus relacionamentos dá certo, porque ela só gosta de ficar com a pessoa quando está triste também, como se fosse pra esquecer aquilo que aconteceu depois que já escreveu as músicas. Mas ela acabou “gostando” de um rapaz, porque ele faz a se sentir bem, mesmo não sabendo de seus problemas. Ela o vê como o homem ideal, porque ele é gentil com ela, mas eles são apenas amigos.Eu tenho medo disso ficar muito estranho em uma narrativa, principalmente em primeira pessoa. E eu tenho um pouco de dificuldade em escrever em terceira pessoa por ser inicialmente nessas estórias sobre a personagem, não sobre casal de escola, entende? Você poderia me dar algum conselho? Muito obrigada pela atenção.

Olá, tudo bem? Vamos por partes.

Então, acho interessante esse tema sobre querer agradar à família, algo que todos nós podemos nos identificar, já que toda criança/adolescente passa por essa fase. E, eu, como uma pessoa que fazia isso quando criança de forma muito intensa, entendo muito bem. Seria interessante ver essa personagem evoluir e se desenvolver, amadurecendo quando encontra essa pessoa que ela gosta, mesmo que ela lute contra o sentimento.

Outro tema bom são assuntos inacabados, sabe? Eles sempre deixam aquela sensação do que poderia ter sido. Seria legal ver esse personagem lidando com isso. Talvez com a ajuda dessa nova pessoa? Alguém que a apoie? Ou outros familiares, ou amigos? Até a terapia seria interessante. O importante numa história nunca é o resultado e sim a caminhada, o desenvolvimento desse conflito/problema, ok?

E não se preocupe, o personagem não parecerá um louco, até porque emoções não podem ser racionalizadas. Olhe meu exemplo, lutei muito tempo até me libertar dessa preocupação do que outras pessoas pensariam de mim, mas quando esse momento chegou foi a maior libertação e sensação de liberdade que eu já. Então, sim, acho interessante ver o personagem se desenvolvendo até o ponto em que essa aceitação acontece.^^

Agora, formas disso acontecer poderia ser:

Amadurecimento: Durante a adolescência tudo é dramático e imediato. Tudo o que acontece parece o fim do mundo. Entretanto, chega um momento que temos que ver o que acontece na realidade e isso acaba mudando nossa visão do mundo. Acho que essa morte desse parente poderia ser como um baque para o personagem e, a partir daí, vermos as consequências dessa morte e como a personagem reagiria.

Novidade: Novos conhecimentos ou pessoas novas na vida de uma pessoa pode mudar a forma que nos comportamos e pensamos. E se essa nova pessoa fizesse a personagem repensar tudo o que ela tinha por certo?

Solidão: Essa personagem pode estar cansada de se sentir sozinha e sem perceber, buscar algo de que ela sente falta/necessidade.

Emoção: Conforme vamos ficando mais velhos, coisas que nos agradavam não bastam agora. Assim, novas emoções surgem e a vontade fazer coisas diferentes e mudar também.

E de novo, esse sentimento de culpa pode ser algo muito poderoso. E isso poderia ser algo ótimo, se ela ficasse dividida entre fazer o que ela acha o certo ou fazer algo que seu coração manda.

Também é interessante sobre a música. Poderia ser outro empecilho para ela ficar com essa nova pessoa. Talvez ela possa tentar se afastar dessa pessoa ou magoá-lo de alguma forma, e meio que desistir no meio do caminho quando perceber que vai perde-lo.

E sobre o P.O.V…. é polemico. Geralmente em primeira pessoa pode ficar um pouco imaturo, porque acaba tendo muitos monólogos, sabe? É melhor em terceira pessoa. Entretanto, é sempre melhor escrever como você mais se sentir confortável, claro que praticar também ajuda, experimente e veja como fica, porque no fim, escrita é sobre experimentação e autoconhecimento.

Se você está insegura sobre a personagem, porque não organizar as informações sobre a vida dela? No site estamos com o curso de escrita, já fizemos o planejamento e agora estamos no desenvolvimento. Porque você não dá uma olhada? Penso que quanto mais você saber sobre a vida do personagem, mais fácil é escrever sobre eles, por isso que o planejamento é um passo tão importante, e o melhor de tudo, não se esqueça de imaginar sua história e se divertir enquanto escreve. Por exemplo, eu amo tirar um tempo no meu dia para apenas ficar imaginando as cenas, as visualizando na minha cabeça e me perguntando o que vem depois e porque isso aconteceria, eu literalmente vejo um filme passando na minha cabeça. Só não se esqueça de anotar tudo.

Espero que isso tenha te ajudado e não hesite em questionar se algo não foi respondido.

PS: Eu não entendi o fim da sua pergunta aqui:

… E eu tenho um pouco de dificuldade em escrever em terceira pessoa por ser inicialmente nessas estórias sobre a personagem, não sobre casal de escola, entende? Você poderia me dar algum conselho? Muito obrigada pela atenção.

Se você quiser fazer outra pergunta fique a vontade!

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