DIA 14 – Assassinos em Série #desafio30psicologia

Olá, sejam bem-vindos a mais um post! Hoje a pedido de uma seguidora, conheceremos um pouco sobre Serial Killer, ou como são conhecidos, Assassinos em Serie.

Para começar, devemos definir:

  • Um assissino em serie não é o mesmo que um psicopata ou um assissino em massa;
  • Uma assassino em serie pode ser ou não um psicopata, psicopatia essa que é causada por uma doença mental.

O que é um Assassino em Serie?

  • O assassino em série é aquele que mata dentro de um periodo de tempo, podendo ser dias, mese ou anos.
  • Para que o indivíduo seja identificado como um assassino em série é necessário que ele já tenha matado duas ou mais pessoas.
  • O assassino em série elege cuidadosamente cada uma de suas vítimas, possuindo sempre um padrão na prática de seus crimes. Um bom exemplo é a serie do “Hannibal
  • Algumas caracteristicas importante é a sua motivação, o modo de execução utilizado para a prática, bem como a frieza e o comportamento apresentados pelo executor.

São considerados assassinos em serie aqueles que praticam uma serie de homicídios durante um determinado período de tempo, com um intervalo de tempo durante esses homicídios. Esse intervalo de tempo é o que diferencia os serial killers dos assassinos em massa, sendo que assassinos em massa cometem o ato um seguido do outro para que haja a descarga de tensão e agressividade e raiva, de uma só vez. Um bom exemplo disso é o caso de franco-atiradores, que se introduzem em locais com grande circulação de pessoas e desferem o máximo de tiros para atingir o máximo número de pessoas possível ou no caso onde um homem entrou em uma sessão de cinema e atirou em quem estivesse por perto. Nesse sentido, não há uma premeditação quanto às vítimas atingidas, o objetivo é provocar o maior número de mortes.

Já nos casos de assassinos em serie, não existe apenas a descarga de tensão e agressividade, embora estejam presentes. O que os difere, além do lapso de tempo entre os homicídios, é a forma adotada para a realização do ato, a escolha da vítima, a sensação obtida na realização e cada ato, que mais se assemelha, na maioria das vezes a um ritual.

Característica dos Assassinos e do Assassinato em Série

Assassinos seriais apresentam, por muitas vezes, um comportamento plenamente satisfatório em sociedade. Grande parte possui família, um emprego estável e são admirados pelo público externo, graças ao seu comportamento exemplar em sociedade. Contudo, são extremamente perturbados no seu universo íntimo.

A sua maior deformidade se encontra no senso moral e ético. A sua frieza faz com que as suas ações sejam sempre direcionadas à crueldade, perversidade e insensibilidade. Serial Killers sentem prazer em cada ato, com a maldade e a crueldade que praticam contra as suas vítimas, assemelhando-se ao prazer sexual.

Assassinos em série, em regra, tem a necessidade de possuir o controle sobre a sua vítima. Para tanto, utiliza-se da tortura, sexo doloroso e as mantêm em constante situação de humilhação. A submissão da sua vítima diante dessa situação faz com que o agressor se sinta plenamente no controle da situação.

Alguns assassinos experimentam essa sensação de controle apenas com óbito, em razão disso, matam rapidamente. Outros, necessitam desse processo doloroso para sentir a excitação, de modo que realizam a prática de tortura por horas, as vezes, dias, retardando ao máximo o óbito da vítima.

Em decorrência da antissocialidade apresentada por esses indivíduos, o assassino em série enfrenta grande dificuldade para estabelecer uma relação íntima verdadeira com as pessoas a sua volta. Em razão disso, o ritual macabro que pratica com a sua vítima acaba sendo para ele a maior forma de intimidade estabelecida com alguém, pois é através dele que consegue dividir com a vítima os seus mais secretos desejos, mostrando a sua real face.

Serial killers experimentam uma série de sentimentos durante o período depreendido para a consumação do assassinato. Dessa maneira, o assassinato é cometido dentro de uma espécie de ritual, de forma que esses sentimentos sejam estimulados e durem o máximo de tempo possível.

A necessidade de sair em busca da vítima, a excitação sentida durante o sequestro, no momento da tortura, do estupro, propiciam prazer ao assassino, de forma que o consequente óbito da vítima é o auge, momento este que experimenta a sensação de alivio e liberação da tensão.

Classificação e Fases do Ciclo de um Assassino em Série

Na maioria das vezes o assassino em série não conhece a sua vítima, por muitas vezes são escolhidas ao acaso, mas estas sempre representam algo para ele, ainda que inconscientemente. Nesse sentido, os assassinos em série são classificados em 4 tipos:

  • Visionário: completamente insano. Sofre de alucinações escuta vozes e comandos e, por consequência, obedece-os;
  • Missionário: acredita que possui uma missão a ser cumprida, sendo o responsável por livrar o mundo de algo imoral. Escolhe determinado grupo de pessoas para matar, como mulheres, prostitutas, homossexuais ou crianças;
  • Emotivo: mata por puro prazer e diversão, sem qualquer motivação aparente. Obtém prazer até mesmo no planejamento do crime;
  • Sádico: é o assassino sexual. O prazer sexual será obtido através do sofrimento da vítima, durante a tortura, do sexo forçado e da mutilação.

Segundo Ilana Casoy, o serial killer passa por 6 fases, a escolha da vítima até o seu óbito, são elas:

  • Fase áurea: nessa fase o assassino perde o contato com a realidade;
  • Fase da pesca: procura pela vítima ideal;
  • Fase galanteadora: seduz ou engana a vítima;
  • Fase da captura: a vítima cai na armadilha;
  • Fase do assassinato ou totem: auge da emoção para o serial killer;
  • Fase da depressão: ocorre após o assassinato.

Nesse sentido, quando o indivíduo passa pela fase da depressão, inicia novamente o ciclo pela fase áurea. Com base nisso, é possível afirmar que todos os serial killers são sádicos, haja vista que todos experimentam a excitação sexual quando estão participando desse ciclo.

Inúmeras são as teorias que buscam explicar a perversidade apresentada por esses indivíduos, fato é que, conforme pesquisas realizadas, a grande maioria desses criminosos já passaram por abuso sexual durante a infância ou foram constantes alvos de humilhações pelo pai ou pela mãe, o que poderia corroborar para o seu comportamento vingativo e vitimizados na vida adulta.

Alguns pontos em comum entre Assasinos são:

  • Infância negligenciada;
  • Violência sexual precoce;
  • Inabilidade escolar;
  • Um lar desestruturado;
  • Falta de figuras familiares.

Isso não significa que toda criança que tenha sofrido algum abuso seja uma assassino em série, mas a maioria dos assassinos em série já sofreram algum tipo de abuso na infância.

  • Possuem ausência de sentimentos afetuosos.

Desde a infância ou adolescência já se observa um caráter dissimulado, não se importando com os sentimentos alheios.

  • Elevado grau de inteligência.

Normalmente são indivíduos respeitados na sociedade, bem sucedidos, atraentes.

  • Apresentam uma personalidade anormal, com distorção de caráter.
  • Eles tem prazer no que fazem, sentem necessidade de matar, de ter uma certa dominação sobre suas vítimas.
  • Não sentem compaixão por suas vítimas nem remorso do crime cometido.

As vítimas são meros objetos das fantasias criadas por esses criminosos. Fantasias estas que com o tempo tendem a se tornar cada vez mais violentas e cruéis, porem sempre com algo em comum, com semelhanças em suas condutas.

  • Os assassinos em série podem se concentrar tanto no ato apenas de matar, como se concentrar no processo, sentindo prazer em torturar, agredir a vítima, proporcionando uma morte lenta.
  • Com base na cena do crime, ainda é possível classifica-los em organizados e desorganizados.

Para os organizados, o crime é como se fosse um jogo. É aquele que consegue se adequar a sociedade, ter um bom relacionamento com as pessoas. Planejam o crime cuidadosamente, deixam pouquíssimas evidencias no local do crime, costumam levar consigo algum pertence da vítima, como roupas, acessórios, fios de cabelo, como se fossem um troféu, observam atentamente o trabalho da polícia, as investigações.

Já os desorganizados não possuem um bom convívio com a sociedade, são solitários, introvertidos. Não planejam o crime com cuidado, são impulsivos, são movidos pela emoção, não pensam para agir, costumam deixar evidencias no local do crime, não se importam com os noticiários nem com as investigações policiais sobre seus crimes. Nesta classificação de assassinos é muito comum que haja necrofilia, canibalismo, abuso sexual.

Aspectos Psicologicos

Disturbios Mentais

A Classificação Internacional de Doenças, segundo ensinamento de (PENTEADO,2013, p.p.158-159), descreve oito tipos de transtornos específicos de personalidade, a saber: paranoide, esquizoide, antissocial, emocionalmente instável, histriônico, anancástico, ansioso e dependente.

1) Transtorno Paranoide: predomina a desconfiança, a sensibilidade excessiva a contrariedade e o sentimento de estar sempre sendo prejudicado pelos outros;

2) Transtorno Esquizoide: Predomina o desapego; ocorre desinteresse pelo contato social, retraimento afetivo, dificuldade em experimentar prazer; tendência à introspecção.

3) Transtorno Antissocial: Prevalece a indiferença pelos sentimentos alheios, podendo adotar comportamento cruel; desprezo por normas e obrigações; dissimulação baixa tolerância à frustação e baixo limiar para descarga de atos violentos.

4) Transtorno Emocionalmente Instável: marcado por manifestações impulsivas e imprevisíveis. Apresenta dois subtipos: impulsivo borderline (fronteira), além da instabilidade emocional, revela perturbações da autoimagem, com dificuldade em definir as preferências pessoas e consequente sentimento de vazio.

5) Transtorno Histriônico: prevalece o egocentrismo, a baixa tolerância a frustrações, a teatralidade a superficialidade. Impera a necessidade de fazer com que todos dirijam a atenção para a pessoa.

6) Transtorno Anancástico: prevalece a preocupação com detalhes, a rigidez e a teimosia. Existem pensamentos repetitivos e intrusivos que não alcançam, no entanto, a gravidade de um transtorno obsessivo-compulsivo.

7) Transtorno Ansioso ou esquivo: prevalece a sensibilidade excessiva a críticas: sentimentos persistentes de tensão e apreensão, com tendência ao retraimento social por insegurança de sua capacidade social ou profissional.

8) Transtorno Dependente: Prevalece a astenia do comportamento, a carência de determinação e de iniciativa, bem como a instabilidade de propósitos.

Em virtude em conexão com o eixo temático, conforme entendimento de (NESTOR 2013.p.p.p. 159-159-160), são dignos de nota os transtornos psicóticos (esquizofrenia), os transtornos de humor e de ansiedade, e como outros transtornos psicóticos DSM-IV).

1) Esquizofrenia: I) – Tipo Paranoide: predomínio de alucinações e delírios; II) – Tipo desorganizado: discurso e conduta inadequada; III) – Tipo catatônico: bizarrices, mutismo, negativismo, imobilidade motora; IV) – Tipo indiferenciado: não se encaixa nos tipos anteriores; V) – Tipo residual: abulia, discurso pobre, afeto enfraquecido.

Sintomas dos transtornos de esquizofrenia: Perturbações mínima de 6 meses, com no mínimo 1 mês de fase ativa dos seguintes sintomas (pelo menos dois deles): Delírios, alucinações, comportamento catatônico e desorganizado, comportamento negativo.

2) Esquizofreniforme: O quadro sintomático similar ao da esquizofrenia, porém de menor duração, de 1 a 6 meses, sem declínio no funcionamento.

3) Esquizoafetivo: Ocorrem conjuntamente transtornos de humor e sintomas da fase ativa da esquizofrenia, antecedidos de um período mínimo de duas semanas de delírios ou alucinações.

4) – Delirante: um mês de delírios não bizarros apenas.

5) – Psicótico breve: Perturbação com duração maior que 1 dia e remissão em 1 mês.

6) – Psicótico induzido: Perturbação desencadeada pela influência de outra pessoa com delírio similar.

7) – Psicótico induzido por substância: Decorrem de abuso de drogas ou toxinas.

De outra banda, segundo o autor, os transtornos do humor obedecem à classificação abaixo exposta:

1) – Depressivo maior: os sintomas pelo menos permanecem 2 semanas de depressão acompanhada de quatro dos seguintes sintomas adicionais de depressão: I) – alteração de peso; II) – alteração do sono; III) – alteração da psicomotricidade (lentidão ou agitação), IV) – fadiga, perda de energia, sentimento de inutilidade, culpa excessiva, dificuldade de concentração ou indecisão, pensamentos de morte, inclusive ideação suicida.

2) – Distímico: Os sintomas são de pelo menos 2 anos de humor deprimido, acompanhado de outros sintomas depressivos não incluídos no depressivo maior.

3) – Bipolar I: Apresenta um ou mais episódios maníacos ou mistos (Maníacos e depressivos), em regras acompanhados de episódios depressivos maiores. Episódio maníaco, são: Humor exagerado por uma semana, adicionado de autoestima inflada, insônia, loquacidade, fuga de ideias, agitação psicomotora, envolvimento excessivo em atividades prazerosas de alto risco, tais como compras excessivas, investimentos de risco e outros.

4) – Bipolar II: Os sintomas são, um ou mais episódios depressivos maiores acompanhados de no mínimo um episódio hipomaníaco (similar ao maníaco, mas menos intenso).

5) – Ciclotímico: Pelo menos 2 anos de períodos de numerosos sintomas hipomaníacos e depressivos que não se encaixam nas descrições respectivas de mania e depressão.

6) – Do humor induzido por substância: Sintomas, perturbação proeminente e persistente decorrente de abuso de drogas.

Finalizando, a ansiedade é um estado emocional de apreensão, uma expectativa de que algo ruim aconteça, acompanhada por várias reações físicas e mentais desconfortáveis.

Na mesma esteira, os transtornos de ansiedade podem ser analisados da seguinte forma:

1 – Transtorno de Pânico sem agorofobia: É caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados, de início súbito, em períodos distintos de forte apreensão e intenso temor ou terror, desconforto, associados a sentimento de catástrofes iminente e acompanhados de pelo menos quatro dos seguintes sintomas: 1) -Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado; 2) – Sudorese: 3) – Tremores ou abalos; 4) – Sensação de falta de ar ou sufocamento; 5) – Sensação de asfixia; 6) – Dor ou desconforto torácico; 7) – Náusea ou desconforto abdominal; 8) – Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio; 9) – Desrealização (sensação de irritabilidade) ou (despersonalização (estar distanciado de si mesmo); 10) – medo de perder o controle ou enlouquecer; 11) – Medo de morrer; 12) – par estesias (anestesia ou sensação de formigamento); 13) – Calafrios ou ondas de calor. Ademais, pelo menos um dos ataques foi seguido por 1 mês (ou mais) das seguintes características: a) – Preocupação persistente acerca de ter ataques adicionais; b) – Preocupação acerca das implicações do ataque ou suas consequências; c) – Alteração comportamental significativa relacionada aos ataques.

2) – Agorofobia sem história de transtorno de pânico: As características essenciais dos sintomas, são principalmente o comportamento evolutivo, desse transtorno, que são similares aqueles do transtorno de pânico com agorofobia, exceto que o cerne do temor está na ocorrência de sintomas tipo pânico (por exemplo: tontura ou diarreia), incapacitantes (por exemplo:, desmaiar desamparado) ou extremamente embaraçosos (por exemplo:, perda do controle urinário) ou ataques com sintomas de Pânico limitados, ou invés de ataques de pânico completos.

3) – Fobia Específica: O sintoma caracteriza-se pelo medo acentuado e persistentes, excessivo ou irracional (reconhecidamente pelo o indivíduo adulto), revelado pela presença ou antecipação de um objeto ou situação fóbica (por exemplo: voar, altura, animais, injeção, sangue). A exposição ao estímulo fóbico provoca, quase invariavelmente, uma resposta imediata de ansiedade, que pode assumir a forma de um ataque de pânico ligado à situação ou predisposição pela situação. A situação fóbica é evitada ou suportada com intensa ansiedade ou sofrimento. A esquiva, antecipação ansiosa, ou sofrimento na situação temida interferem significativamente na rotina normal do indivíduo, no seu funcionamento ocupacional em atividades ou relacionamentos sociais, ou existe acentuado sofrimento acerca de ter a fobia.

4) – Fobia Social: O sintoma caracteriza-se pelo medo acentuado e persistente de uma ou mais situações sociais ou de desempenho, nas quais o indivíduo é exposto a pessoas estranhas ou à possível escolha por outras pessoas. O indivíduo teme agir de um modo que lhe seja humilhante e embaraçoso. A exposição à situação temida quase invariavelmente provoca ansiedade, que pode assumir a forma de pânico ligado à situação ou predisposição pela a situação. A pessoa reconhece que o medo é excessivo ou irracional, e as situações sociais e de desempenho temidas são evitadas ou suportadas com intensa ansiedade ou sofrimento. A esquiva, antecipação ansiosa, ou sofrimento na situação social ou de desempenho temida interferem significativamente na rotina, funcionamento ocupacional, atividade sociais ou relacionamentos individuais, ou existe sofrimento acentuado por ter fobia.

5) – Transtorno Obsessivo-compulsivo: O sintoma neste transtorno, as obsessões se caracterizam por: 1) – Pensamentos, impulsivos ou imagens recorrentes e persistentes que, em algum momento durante a perturbação, são experimentados como intrusivos e inadequados e causam acentuada ansiedade ou sofrimento; 2) – Os pensamentos, impulsos ou imagens não são meras preocupações excessivas com problemas da vida real; 3) – A pessoa tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens, ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação; 4) – A pessoa reconhece que os pensamentos, impulsos ou imagens obsessivos são produto de sua própria mente (não impostos a partir de fora). As compulsões se caracterizam por: I) – Comportamentos repetitivos (por exemplo:, lavar as mãos, organizar, verificar) ou atos mentais (por exemplo:, orar, contar ou repetir as palavras em silêncio) que as pessoas se sente compelida a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser rigidamente aplicadas; II) – Os comportamentos, ou atos mentais, visam prevenir ou reduzir o sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida, muito embora esses comportamentos, ou atos mentais, não tenham uma conexão realista com o que visam neutralizar ou evitar ou sejam claramente excessivos. Em algum ponto durante o curso do transtorno, o indivíduo reconhece que as obsessões ou compulsões causam acentuado sofrimento, consomem tempo ou interferem significativa na rotina, funcionamento ocupacional, atividades ou relacionamentos sociais habituais do indivíduo.

6) – Transtorno de estresse pós-traumático: O sintoma caracteriza-se por rememoras persistentes de experiência ocorrida com evento traumático de uma ou mais das seguintes maneiras: 1) – Recordações aflitivas, recorrentes e intrusivas do evento, incluindo imagens, pensamentos ou percepções: 2) – Sonhos aflitivos amedrontadores sem conteúdo identificável: 3) – Agir ou sentir como se o evento traumático estivesse ocorrendo novamente; 4) – Sofrimento psicológico intenso em face de exposição a indícios internos ou externos que lembrem algum aspecto do evento traumático: 5) – Reatividade fisiológica na exposição a indícios internos ou externos que lembrem algum aspecto do evento traumático. Ademais, ocorre esquiva persistente a estímulos associados ao trauma e entorpecimento da responsabilidade geral (não presente antes do trauma), indicados por três ou mais dos seguintes quesitos: 1) -Esforços no sentido de evitar pensamentos, sentimentos ou conversas associados ao trauma; 2) – Esforços no sentido de evitar atividades locais ou pessoas que ativem recordações do trauma; 3) – Incapacidade de recordar algum aspecto importante ao trauma; 4) – Redução acentuada do interesse ou da participação em atividades significativas: 5) – Sensação da de distanciamento ou afastamento em relação a outras pessoas; 6) – Restrição do afeto; 7) – Sentimento de um futuro abreviado (por exemplo:, não espera ter uma carreira profissional, casamento, filhos ou um período normal de vida).Nesse transtorno, ocorre também aumento da excitabilidade, indicada por dois ou mais dos seguintes sintomas: 1) – Dificuldade em conciliar ou manter o sono; 2) – Irritabilidade ou surtos de raiva: 3) – Dificuldade em concentrar-se; 4) – Hipervigilância: 5) – Resposta de sobressalto exagerada. A perturbação causa sofrimento clinicamente signicativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

7) – Transtorno de estresse agudo: Caracteriza-se pela presença de três ou mais dos seguintes sintomas dissociativos, enquanto o indivíduo vivenciava ou após vivenciar evento aflitivo: 1) – Sentimento ou sensação de anestesia, distanciamento ou ausência da resposta emocional; 2) – Redução da consciência em relação às coisas que o rodeiam (por exemplo:, “estar como num sono”; 3) – Desrealização; 4) –Despersonalização; 5) – Amnésia dissociativa (incapacidade de recordar aspecto importante do trauma). O evento traumático é persistentemente revivido, no mínimo, de uma das seguintes maneiras: imagens, pensamentos, sonhos, ilusões e episódios de flashback (lembrança, recordação de um acontecimento) recorrentes, sensação de reviver a experiência, ou sofrimento quando da exposição a lembretes do evento traumático. Também se caracteriza pela acentuada esquiva a estímulos que provoquem recordações do trauma (por exemplo: pensamentos, sentimentos, conversas, atividades, pessoas e locais). Ademais, ocorrem sintomas acentuados de ansiedade ou maior excitabilidade (por exemplo:, dificuldade para dormir, irritabilidade, fraca concentração, hipervigilância, resposta de sobressalto exagerada, inquietação motora).A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo e prejudica sua capacidade de realizar alguma tarefa necessária, como obter o auxílio necessário ou mobilizar recursos pessoais, contando aos membros da família acerca da experiência traumática.

8) – transtorno de ansiedade generalizada: A característica essencial deste transtorno se refere a uma preocupação excessiva (expectativa apreensiva), acompanhada de pelo menos três ou mais dos seguintes sintomas: 1) – Inquietação ou sensação de estar com os “nervos à flor da pele”; 2) – Fatigabilidade; 3) – Dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco na mente”; 4) –Irritabilidade; 5) – Tensão muscular; 6) – Perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o sono, ou sono insatisfatório e inquieto). O foco da ansiedade não parece confinado a aspectos situacionais particulares, como ocorre nos demais transtornos, mas sim com diversos eventos ou atividades. O indivíduo considera difícil controlar a preocupação.

Conforme ensinamento, (SCHECIRA,2004, p.62), quando as pessoas falam em criminosos psicopatas, logo vem na mente como um indivíduo louco. Nesse diapasão, reportagens de TV tende a mostrar aos espectadores toda pessoa que comete crime hediondo é um psicopata.

  • Mais muitas das vezes, o assassino tachado de psicopata pela a sociedade cometeu seu crime durante um surto psicótico. Psicose e Psicopatia são duas coisas completamente distintas. Psicose e Psicopatia são diferentes tipos de transtorno mentais.
  • Psicose é a completa perda do senso de realidade, já a Psicopatia, é um transtorno de personalidade, assim como o transtorno de personalidade narcisista. Os transtornos de personalidade são permanentes enquanto que as perturbações psicóticas podem ser controladas mediante administração correta de medicamentos neuropáticos. (São medicamentos inibidores das funções psicomotoras).
  • Psicopatas são calculistas e manipuladores, mas diferentemente dos psicóticos, eles não sofrem de alucinações ou delírios. Eles não ouvem vozes de estranhos em suas cabeças dizendo sobre suas elaboradas teorias conspiratórias. Muitos assassinos em série têm como principal motivação para seus crimes os delírios muitos bizarros, decorrentes de uma perturbação psicótica.
  • Contudo, a Psicose e Psicopatia são dois transtornos mentais completamente diferentes e saber diferenciá-los é importante para não proliferação do falso conhecimento. Dessa forma, segundo, (HERVEY, 1941, p.p. 98-99):

Acredita-se que as causas da Psicopatia permanecem um mistério entre os Cientistas, pois ainda não há resposta satisfatória para a questão; Se a Psicopatia é um produto da mãe natureza ou da infância.

  • Para os cientistas e pesquisadores resposta a estas questões vem com a Criminologia Biossocial, uma perspectiva interdisciplinar emergente que procura explicar o crime e comportamentos antissociais por meio de múltiplos fatores, dentre eles: os fatores genéticos, neuropsicológicos, ambientais e evolutivos.

Nos últimos anos houve de certa forma, um renascimento dos estudos nessa área; estudos estes mais sofisticados e com capacidade de analisar o polimorfismo genético e o funcionamento cerebral de Psicopatas, conforme entendimento de, tais estudos tem como princípio entender como um ambiente crimino gênico, (por exemplo: disfuncionalidades familiares). Os genes, portanto, não seriam de todo deterministas, porém, indicariam a probabilidade de o sujeito apresentar comportamento antissociais.

Foi realizado um estudo minucioso sobre os gêmeos criados separadamente, liderado pelo o Cientista de Psicologia, Thomas Joseph Bouchard Jr. E mostrou que a Psicopatia é 60% (sessenta por cento) hereditária. Esse percentual indica que traços psicóticos são mais associados ao DNA (Ácido Desirribonucléico) do que a criação. Bem como, outros recentes estudos genéticos de Gêmeos indicam que gêmeos idênticos podem não ser tão geneticamente similares, como até então acredita-se.

Apesar de apenas algumas centenas de mutações ocorrerem durante a possibilidade de que haja traços psicóticos, são grande parte determinados geneticamente. Segundo os cientistas Criminólogos: John Wright, Stephen Tibbetts e Leah Daigle, publicado em 2008, o estudo “Criminals in the Making”, (Criminosos em Construção), indicou que tanto a estrutura cerebral como o seu funcionamento estariam envolvidas na etiologia da violência, agressão, crime, e até mesmo da Psicopatia.

Em outras palavras, a estrutura e a forma como o cérebro de algumas pessoas funcionam seriam o segredo para entender o comportamento violento e até mesmo as origens da Psicopatia. Neste sentido, e tomando outros estudos como referência, são duas as áreas celebrais afetadas: O sistema límbico (composto pela amígdala, hipocampo e tálamo) e o córtex pré-frontal.

Assim, o sistema límbico é essencial para a regulação de nossas emoções mais complexas e de nossos estados efetivos e motivacionais. Ele estaria relacionado à Psicopatia através da criação de certos impulsos, como por exemplo, a raiva e o ciúme, que são facilitados para a prática de atos violentos. Já o córtex pré-frontal, é uma região cortical na parte frontal do cérebro, é o responsável pelas funções de ordem superior executivas, como por exemplo, à capacidade de adiar a gratificação e controlar os impulsos. Ele é uma estrutura interligada com o Sistema Límbico, sendo o córtex pré-frontal o responsável por reprimir os impulsos gerados a partir das estruturas límbicas.

Outros Aspectos

  • Têm psicopatia ou transtorno de personalidade anti-social

“Um psicopata não é um doente mental”, explicam os especialistas, “mas uma pessoa que sofre uma alteração no seu comportamento, que consegue distinguir entre o bem e o mal e que, voluntariamente, escolhe o mal”.

  • Assassinam várias vítimas, ainda que por tempo limitado

No livro “Serial Killers and the Phenomenon of Serial Murder: A Student Textbook” (2015), a directora do Centro de Criminologia Aplicada da Universidade de Birmingham, Elizabeth Yardley, define o serial killer como aquele criminoso que mata três ou mais pessoas num período de, pelo menos, 30 dias, “motivado principalmente pela gratificação psicológica que esses crimes proporcionam”.

  • São obcecados pelo poder

Os assassinos em série são indivíduos que precisam de manter o controle da situação e é por isso que coleccionam informações sobre as suas vítimas. Por sua vez, Berbell e Ortega descrevem-nos da seguinte maneira: “todos procuram algo muito especial: a sensação de prazer e de poder matar um homem, de maneira impune”.

  • Aparentam ter uma personalidade narcisista

Os serial killers têm, geralmente, uma inteligência acima da média. Sobrevalorizam as suas habilidades e mostram uma necessidade excessiva de atrair atenção e serem admirados. Normalmente, são egoístas e só consideram os seus próprios desejos. Além disso, têm um grande ego que os leva a exibir os seus crimes e a manter troféus.

  • São manipuladores e persuasivos

Mostram ser pessoas fracas e complacentes para quem está ao seu redor, mas na realidade são dotados de uma grande capacidade de mentir e persuadir os outros. São capazes de identificar as vulnerabilidades das suas vítimas e usá-las para fazer coisas que de outra forma não fariam.

  • Participam na sua comunidade

Não só participam na comunidade, como também conseguem passar despercebidos na sociedade. São actores habilidosos e mostram ao resto das pessoas essa personagem mais alinhada com o objectivo.  Daí a reacção dos vizinhos de muitos assassinos em série,  que garantem que “era uma pessoa muito simpática e que sempre cumprimentou todos”. Fica a nota: os assassinos em série são lobos em pele de cordeiro.

  • Dupla personalidade

Na investigação da ID do assassino em série Steven Pennell, também conhecido como o “Route 40 Killer”, pode-se ver perfeitamente como Pennell parecia estar levando uma vida muito normal com sua esposa e filhos, enquanto fazia ao mesmo tempo algo tão hediondo como assassinar mulheres.

Finalmente, os especialistas apontam para uma última característica comum aos serial killers: Sentem que as suas acções têm uma motivação ou justificação. Essa justificação é o que domina o seu comportamento, daí que muitos dos acusados raramente mostrem remorsos.

Esses não são traços categóricos e definitivos. A maioria dos serial killers apresentam esse perfil, o que não significa dizer que uma criança que fora molestada sexualmente na juventude tende a ser um assassino em série. Além de traumas, há o fator genético que também pode ser significativo na anatomia do mal.

Alguns casos famosos:

Charles Manson

Charles Cullen

Mais em Super Interessante

Também temos a serie MindHunter

Conclusão

Por fim, gostaria que vocês dessem uma olhada nas fontes e fizessem a propria pesquisa. Deixei a parte sexual fora desse artigo, porque, bem… prefiro não me aprofundar nisso. Entretanto, na maioria das vezes, o aspecto sexual vai estar envolvido, mesmo que seja apenas na forma do prazer que o assasino sente no obito.

FONTE

https://canalcienciascriminais.jusbrasil.com.br/artigos/630347915/quem-sao-os-serial-killers

https://martinsdeoliveiraflorentino.jusbrasil.com.br/artigos/648492487/assassinos-em-series-serial-killers-psicopatas-temidos-e-polemicos-em-todo-mundo-matam-por-que-tem-disturbios-mantais-ou-por-que-sao-loucos-crueis

https://gapaiva.jusbrasil.com.br/artigos/857871818/analise-criminologica-e-imputabilidade-dos-assassinos-em-serie

https://citv.pt/blog/seis-tracos-de-um-assassino-em-serie/#:~:text=Aparentam%20ter%20uma%20personalidade%20narcisista,consideram%20os%20seus%20próprios%20desejos.

https://canalcienciascriminais.jusbrasil.com.br/artigos/302894744/os-10-tracos-de-um-serial-killer

http://www.adorocinema.com/series/serie-10545/

https://www.discoverybrasil.com/artigo/5-caracteristicas-de-serial-killers-identificados-nas-investigacoes-do-canal-id

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