DIA 11 – Compulsão #desafio30psicologia

Olá, como vão todos? Hoje iremos voltar um pouco e falar sobre alguns tipos de compulsões. Achei bem interessante, já que eles podem servir para construção de personagem.

Como já falado antes, a compulsão é uma ação repetitiva,  um exercício mental sem sentido na tentativa de evitar aflição. Isto é, são pessoas que não conseguem se conter, encontrando assim um mecanismo de defesa contra sentimentos indesejados. Trata-se de um comportamento destinado a reduzir o desconforto psíquico devido a fatores como, por exemplo, a depressão ou ansiedade.

Entretanto, a compulsão pode estar também associada ao abuso de substâncias ou ao transtorno obsessivo-compulsivo. Indivíduos com essas condições envolvem um comportamento compulsivo não porque querem, mas porque sentem que precisam fazê-lo. Elas também podem ser menores e não atingir o nível a ser considerada uma doença mental. Muitas pessoas têm compulsões leves, como a necessidade de se exercitar regularmente, de desenvolver certa quantidade de trabalho ou de contar seus passos.

Dessa forma, compulsões apenas se tornam parte de um diagnóstico de saúde mental quando criam angústia. Elas interferem na vida normal ou colocam em risco a saúde de uma pessoa.

Compulsões vs. Obsessões

Compulsões não são atividades voluntárias e não são realizadas por prazer. A pessoa sente a necessidade de exercer tal comportamento específico para aliviar o estresse e o desconforto que se tornariam esmagadores se a atividade não fosse realizada de uma maneira específica e repetida. Igualmente, exemplos de atividades motoras compulsivas são lavar as mãos sem parar, verificar repetidamente a segurança de uma porta trancada e organizar e reorganizar itens em uma ordem definida.

Alguns exemplos de atos mentais compulsórios são contar silenciosamente ou ficar repetindo palavras específicas. Se uma pessoa incomodada por compulsões é incapaz de realizar tais atividades, o estresse e o desconforto aumentam. O desempenho dos atos alivia a angústia de forma temporária, muitas vezes são atos que incomuns e que podem até desafiar a lógica do que é esperado, tudo isso para aliviar ou prevenir os medos. Por exemplo, uma pessoa pode se sentir compelida a contar números em uma determinada ordem para “desfazer” um dano percebido ou a ameaça que segue um pensamento ou comportamento. Da mesma forma, uma pessoa pode verificar se uma porta está trancada a cada poucos minutos, com receio da casa ser invadida por um assaltante.

Compulsão, estímulo e recompensa

O nosso cérebro está condicionado para repetir situações que nos trazem prazer. Trata-se de um circuito de recompensa que simula situações prazerosas que conseguirmos viver e reviver. Nesse contexto, quando abraçamos uma pessoa que amamos, se esse gesto nos traz prazer, vamos querer repeti-lo novamente. O mesmo vale para a comida, para o sexo e muitas outras experiências que nós apreciamos enquanto seres humanos.

Esse estímulo natural está associado à liberação de dopamina, que é um neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Por isso dizemos que o cérebro está condicionado para recompensar com prazer uma experiência positiva. A dopamina é liberada quando isso acontece. Contudo, quando olhamos para o cérebro de uma pessoa compulsiva, observamos que este apresenta uma alteração no que diz respeito à dopamina. Algumas experiências ou substâncias fazem com que esse indivíduo sinta a mesma sensação de prazer tal qual a liberada pelo neurotransmissor. Aqui o problema é que a compulsão leva a pessoa a repetir o mesmo comportamento gerador de prazer várias vezes. Assim, gerando a compulsão e aumentando a frequência dessas atitudes.

Tipos de compulsão

Existem diferentes tipos de comportamentos compulsivos. Eles incluem compras, acumulação, alimentação, jogos de azar, tricotilomania (arrancar fios de cabelo), verificar, contar, lavar, sexo e muito mais. Além disso, existem exemplos culturais de comportamento compulsivo.

1. Compulsão por compras

Comprar compulsivamente é caracterizado pela realização de compras excessivas. Elas causam prejuízos na vida de uma pessoa, como endividamento, comprometimento financeiro ou dificuldade de estabelecer um compromisso com a própria família. Eventualmente, a taxa de prevalência deste comportamento compulsivo é de 5,8% em todo o mundo. A maioria das pessoas que sofrem desse comportamento são mulheres (cerca de 80%).

2. Onicofagia

Um dos comportamentos compulsivos mais comuns é o da onicofagia. O nome é difícil, mas o hábito é muito conhecido. Trata-se de roer as unhas. Quando a pessoa está compulsiva, ela pode roer as unhas por ansiedade, medo, nervoso ou frustração. Nesse contexto, o que importa é deslocar a atenção do que está trazendo nervoso para algo mais simples. Contudo, essa é uma compulsão que pode trazer doenças e ainda deixar os dedos em carne viva.

3. Compulsão alimentar

Nada mais é a incapacidade de controlar a quantidade de ingestão nutricional, resultando em ganho de peso excessivo. Esse excesso de comida geralmente é um mecanismo de enfrentamento para lidar com problemas na vida do indivíduo, como o estresse. A maioria dos comedores compulsivos sabe que o que eles estão fazendo não é bom para sua saúde.

O comportamento compulsivo geralmente se desenvolve na primeira infância. Pessoas que lutam com compulsão alimentar geralmente não têm habilidades de enfrentamento adequadas para lidar com as questões emocionais que causam a compensação das frustrações na alimentação. Entregam-se a compulsões, períodos com duração variável em que comem ou bebem sem parar até que a desejo de comer passe ou não consigam mais consumir.

Eventualmente, esses atos geralmente são acompanhados por sentimentos de culpa e vergonha sobre o uso de alimentos para evitar o estresse emocional. Este comportamento compulsivo pode ter efeitos colaterais mortais, incluindo a obesidade mórbida, isolamento social devido ao peso e depressão.

4. Compulsão por jogos

A principal característica do jogador compulsivo é a existência do desejo de jogar e não a sua incapacidade de resistir a esses desejos. A compulsão por jogos pode levar a sérios problemas pessoais e sociais na vida do indivíduo. Este comportamento compulsivo geralmente começa no início da adolescência para os homens e entre as idades de 20 a 40 anos para as mulheres.

As pessoas com problemas para controlar as compulsões ao jogo geralmente têm ainda mais dificuldade em resistir quando atravessam um período estressante na vida. Indivíduos que jogam compulsivamente tendem a encontrar problemas com os membros da família, com a lei, com os lugares e as pessoas com quem jogam. A maioria dos problemas com este comportamento deve-se à falta de dinheiro para continuar jogando ou pagar dívidas de jogos anteriores.

5. Compulsão por trabalho

Há ainda quem tenha uma compulsão pelo trabalho, os chamados workaholics. Pessoas assim não conseguem fazer o desligamento entre vida profissional e pessoal. Muitas até preferem permanecer no ambiente de trabalho do que lidar com elementos da vida pessoal, tais quais:

  • o casamento,
  • a criação de filhos,
  • o relacionamento com os pais,
  • as finanças,
  • entre outras coisas.

6. Compulsão por sexo

Esse tipo de comportamento compulsivo é caracterizado por sentimentos, pensamentos e comportamentos sobre qualquer coisa relacionada ao sexo. Esses pensamentos podem  ser difusos e causar problemas na saúde, ocupação, socialização ou outras partes da vida.

Esses sentimentos, pensamentos e comportamentos podem incluir comportamentos sexuais normais ou comportamentos considerados ilegais, ou moralmente e culturalmente inaceitáveis. Esse distúrbio também é conhecido como hipersexualidade, distúrbio hipersexual, ninfomania ou dependência sexual. Controversamente, alguns cientistas caracterizam o comportamento sexual compulsivo como dependência sexual, embora tal condição não seja reconhecida pelos principais manuais de diagnóstico médico.

7. Atividade física compulsiva

Enquanto algumas pessoas têm dificuldades para parar de comer, outras não conseguem parar de se exercitar. Isso é muito observado em pessoas que têm transtornos alimentares, por exemplo. No entanto, é possível ter essa necessidade compulsiva para se exercitar para relaxar. Assim, fica claro que a ansiedade pode diminuir de modos diferentes para pessoas diferentes. Umas comem, outras se exercitam, outras dormem para amortecer.

8. Tricotilomania

Tricotilomania é classificada como o arrancamento compulsivo de pelos do corpo. Pode ser de qualquer lugar do corpo que tenha cabelo envolvendo, por exemplo, a retirada de cabelo do couro cabeludo, das sobrancelhas ou de outras áreas do corpo. Esta escolha resulta em pontos calvos. A maioria das pessoas com Tricotilomania leve pode superá-lo por meio da concentração e da autoconsciência.

Aqueles que sofrem com a retirada compulsiva de cabelos têm problemas em arrancar, esfregar, cavar ou coçar o couro cabeludo. Essas compulsões também tendem a deixar escoriações e irritações na pele. Isso pode levar a infecções e os atos tendem a prevalecer em momentos de ansiedade, tédio ou estresse.

9. Acumulação

Também conhecido como transtorno de acumulação. Trata-se de uma dificuldade persistente de se desfazer ou se separar das posses por causa da necessidade percebida de guardá-las. Uma pessoa com esta compulsão experimenta angústia ao pensar em se livrar dos itens, independentemente do valor real.

Contudo, a acumulação geralmente cria condições de vida tão apertadas que as casas podem ser preenchidas até a sua total capacidade, ficando livres apenas caminhos estreitos entre pilhas de lixo. Bancadas, pias, fogões, mesas, escadas e praticamente todas as outras superfícies geralmente são empilhadas com coisas.

E quando não há mais espaço no interior, a desordem pode se espalhar para a garagem, veículos, quintal e outras instalações de armazenamento.

10. Nomofobia

Por fim, destacamos a doença do nosso século. Trata-se da compulsão pelo uso do telefone celular ou “no mobile phone fobia” (fobia de não estar com o telefone). Muitos jovens e adultos da geração dos millennials já sofre com o problema. Contudo, trata-se de uma compulsão extremamente perigosa, que rouba o indivíduo do presente para inseri-lo em realidades em que não vive.

Ficamos por aqui. Seus personagens tem algum dessas compulsões? Parece que as pessoas não estão gostando muito dessa serie de posts, mas como eu estou gostando… se eu fizesse apenas o que agrada, acho que nem teria começado o blog. Por isso, agradeço quem continua comigo até aqui. Não esqueçam de compartilhar e curtir, e eu adodaria saber o que você tem a dizer sobre o tema. 

Até a proxima, 

Ana.

FONTE

Artigo tirado dos sites:

https://www.vittude.com/blog/compulsao/

https://www.psicanaliseclinica.com/compulsao/

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