DIA 69 – O vilão (nem sempre) precisa ser o cara mau #100diasdeprodutividade

Bom dia! No post de hoje gostaria de falar um pouco mais sobre vilões, mas de um ponto de vista realista e que vem de experiência própria.

Esse não será como uma lista das características deles ou coisas que eles podem fazer, eu gostaria de… conversar um pouco com vocês. Quais são os seus vilões preferidos? São aqueles que são completamente diabolicos ou são aqueles mais cinzas, que poderiam pender pra lado do bem ou do mau?

Os meus preferidos são os que se redimem no final, e se eles não morrerem, seria o ideal. Quantos mais dúbios eles forem, melhor. Tá ai o Darth Vader, nosso Anakin, o Coringa, do Heath Ledger e do Joaquin Phoenix, e também o Agente Smith, de Matrix. O que eles tem em comum? O que os faz tão fora da curva?

Para mim é a noção de que eles poderiam mudar de ideia e fazer o contrário do que todos esperamos. Eles tem uma motivação consistente, motivos para estarem fazendo o que fazem e sempre há um tipo de psicologia por trás de seus atos. Pode ser o descaso da sociedade, uma infância traumática ou pela sobrevivência. Todos eles não fazem maldades só pelo prazer de fazer, isso se chama psicopata, porque, se a história fosse contada com a perspectiva deles, será que eles seriam tão maus assim? Sim, eu sei que esses exemplos são bem clássicos, então vejamos.

Há alguns anos escrevi uma história onde essa mulher dedicada ao marido e o filho, percebeu que estava sendo traída; ela tentou recuperar o casamento e fazer o marido dela parar de trai-la. Quando isso não funcionou, ela quis se vingar. Primeiro, ela tentou tirar tudo o que era dele e até começou a desviar dinheiro da empresa conjunta deles. No fim, ela acabou indo aos limites e foi pega pela polícia com a ajuda do marido. Tudo bem que ela se redimiu e tudo, porque eu não acredito em matar o cara mau. Na minha opinião devemos resolver o problema do protagonista e depois a do antagonista/vilão e só ai devemos concluir a história; porque matar um personagem que eu você não sabe mais o que fazer é fácil, agora faze-lo arcar com seus atos é outra completamente diferente, não?

Enfim, o que estou tentando dizer aqui é: nem sempre o vilão será o culpado por tudo de ruim que acontecesse na vida do protagonista. Em muitas das vezes, o protagonista que traz o vilão até ele, até porque o vilão tem seus próprios vilões. Então, porque não desenvolver esse vilão? Faze-lo aprender com seus erros e no fim, até ajudar o protagonista a resolver a história? Não estou dizendo que ele não deve pagar pelo que fez, porque ele deve. Mas que tal sair desse conceito de bom e mau e simplesmente pensar nos personagens como indivíduos que tem passados, sentimentos, morais e conclusão de problemas? Me parece uma forma mais interessante de escreve-los. Sem contar quando o vilão é o próprio protagonista, quando o problema está dentro do personagem, e quando menos percebe, o vilão é apenas um obstaculo, que no fim nem era tão difícil assim de desvendar. Pense nisso, o vilão realmente é o vilão ou ele é apenas algo que seu protagonista não quer encarar?

Com isso, encerro esse post, sempre pedindo com todo o carinho que vocês rebloguem e compartilhem o post, pois só assim terei uma visualizar maior, ok? Obrigada por ler e nos vemos na próxima!

Ana.

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