DICA DO DIA – Personagens traumatizados #100diasdeprodutividade #dia35

Bom dia, como vão todos? Hoje gostaria de falar sobre personagens traumatizados. O que fazer e como fazer.

Bem, vamos ao primeiro tópico.

Personagens mal desenvolvidos

Se tem algo que me irrita muito são personalidades que parecem ser trocadas de um capítulo para outro.

Digamos que você decidiu escrever um personagem com sérios problemas psicológicos. Pode ser Depressão ou Estresse pós-traumático, pode ser o personagem retornando da guerra ou de um relacionamento conturbado, tudo indo bem até ali. Isto é, era o que parecia, pois, de repente, o personagem está perfeitamente bem como se nada tivesse acontecido. Cadê o trauma? Cadê as consequências dos acontecimentos que deveria ter afetado seu personagem? Sinto que isso é uma ocorrência comum em literatura infanto-juvenil e até em literaturas mais adultas e serias. Então, se você decidir inserir esse tipo de aspecto no seu texto, pense bem se você está disposto a desenvolver algo assim, que provavelmente vai exigir de você mais do que um enredo e personagens bonitinhos.

Deixe-os sentir

Temos que deixar os personagens agirem, antes e depois do trauma. Sim, é necessário criar primeiro uma empatia por eles e depois trazer os problemas e consequência a tona. Serio, como você espera conhecer os personagens sem nem dar tempo deles viverem um pouco? Além de tornar uma história mais intensa, é interessante ver o que mudaria e o que ficaria igual depois do trauma.

Eles precisam de tempo

Continuando o tópico anterior, personagens precisam de tempo em tela para serem desenvolvidos da forma certa. Sabe quando você lê alguma coisa e pensa que algo está faltando? É exatamente isso. O leitor precisa de alguns capítulos para se acostumar com a história e personagens. Então, porque não desacelerar e deixar que as coisas aconteçam naturalmente. Se você não conseguir fazer isso, pense em outros aspectos para te ajudar como, ambientação, tempo, descrições e acontecimentos que precedem o trauma. E os outros personagens? Eles merecem algum tipo de destaque? Personagens precisam se encontrar para que tudo aconteça conforme ao plano? Esse é o momento de preparar o terreno para o drama.

Antagonista

Geralmente antagonistas estão envolvidos no trauma, sendo eles os causadores ou não. Assim, o vilão ou antagonista deve ser um personagem forte; aquele que pratica a ação ou até que é tão afetado pelo trauma quando o protagonista. A diferença entre eles é que o antagonista acaba indo pelo caminho errado enquanto o progonista escolhe algo diferente.

Traumas Psicológicos ou Físicos

Se lembre que traumas podem ser psicológicos ou físicos. Uma perna quebra, falha no coração, câncer ou transtornos psicológicos, como Alzheimer. Todo trauma tem sua intensidade e abordagens próprias. Pesquisas aprofundadas são mais do que necessárias.

Escrevendo personagens traumatizados

  • Eles não falarão sobre o trauma. Evitarão a todo o custo, só se abrindo com quem eles confiarem cem por cento ou em situações muito drásticas;
  • Se eles falarem sobre o assunto, isso não fará o problema desaparecer, embora seja uma boa forma de discutir sobre o assunto que você quer tratar na sua história;
  • Dê a eles um modo de aliviar o estresse. Pode ser morder as unhas ou lábios, cruzar os braços, um robbie ou até sexo. Se alguém mencionar isso na história, dizendo que não é bom para eles, ainda melhor.
  • Nem todo mundo passa por traumas da mesma forma, então não faça isso com seus personagens.
  • Cada pessoa tem sua própria forma de reagir. Alguns podem expressar medo, ficar impressionados e ou até chocados, não expressando muto, enquanto outra pessoa que passa pela mesma experiência pode se agradecido por estar vivo; portanto, as reações podem variar muito de pessoa para pessoa.

Fatores que aumentam a probabilidade de trauma:

  • Um ambiente instável ou inseguro.
  • A separação de um pai e/ou mãe.
  • Doença grave.
  • Procedimentos médicos invasivos.
  • Abuso verbal, física ou sexual.
  • Violência doméstica.
  • Negligência.
  • Assédio moral.

Sintomas dos traumas psicológicos

Físicos: úlceras, palpitações, dor no coração, hipertensão, alergias, enxaqueca, fibromialgia, síndrome do intestino irritável, síndrome da fadiga crônica.

Psíquicos: irritabilidade, ansiedade, agressividade.

Sociais: queda de produtividade no trabalho, conflitos entre os familiares e amigos, tendência ao isolamento, apatia.

Outros Sintomas de traumas psicológicos

  • Revivência do trauma nos sonhos ou nos pensamentos durante o momento de vigília (momento em que o indivíduo encontra-se acordado).
  • Evitação de situações que possam lembrar o evento traumático.
  • Hiperexcitação (estado de agitação constante). Resposta de sobressalto exagerada (sustos exagerados por motivos banais).
  • Dificuldades em dormir.
  • Irritabilidade ou surtos de raiva.
  • Isolamento ou afastamento do convívio social.
  • Hipervigilância (como se algo estivesse sempre espreitando para atacá-lo).
  • Desinteresse pelo próprio futuro (trabalho, estudo, casamento).

Outros sintomas associados aos traumas:

  • Depressão.
  • Ansiedade.
  • Dificuldade de concentração e aprendizagem.

Eventos considerados traumáticos:

  • Agressões físicas.
  • Assaltos.
  • Estupros.
  • Guerras.
  • Violência sexual.
  • Maus tratos e outros.

O fato é que muitas vezes, depois de um trauma psicológico intenso, a pessoa simplesmente não consegue voltar ao seu estado psicológico habitual.

Entre os fatores que podem dificultar o processo de recuperação psicológica estão

:

  • A idade.
  • A intensidade e o tempo de duração da experiência.
  • A sensação de impotência que a pessoa sentiu.
  • O significado que essa experiência teve na história de vida dessa pessoa.
  • Os sentimentos que o evento provocou: medo, pavor, raiva, angústia, nojo.

Assim:

  • Após um trauma o personagem pode querer se esconder das outras pessoas. O isolamento pode tornar as coisas piores. Estar frente a outras pessoas pode ajudar. Portanto, force o personagem a manter seus relacionamentos e evite ficar muito tempo sozinho.
  • Não é necessario se falar sobre o trauma. Na verdade, para algumas pessoas falar pode até mesmo piorar as coisas, para essas pessoas o conforto pode vir por meio do sentimento de envolvimento e aceitação dos outros.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

Achei interessante coloca-lo aqui, porque é a doença psicologica mais comum. Ela não afeta apenas quem passou por uma catástrofe, guerra e ou situações semelhantes, mas também qualquer pessoa, tranformando momentos normais em situações de puro pavor.

O transtorno de estresse pós-traumático é causado pela exposição a um evento como:

  • Combates militares.
  • Crimes violentos e agressões físicas.
  • Desastres naturais como: tornados, inundações e terremotos.
  • Acidentes sérios como: incêndios em casa ou batidas de carro.
  • Estupros e agressões sexuais.
  • Existe uma relação dose-resposta entre o trauma e o transtorno de estresse pós-traumático, o que significa que severidade, duração e proximidade da exposição ao trauma podem influenciar o desenvolvimento ou não dos sintomas.

As pessoas com TEPT já passaram por situações que a maioria de nós nem consegue imaginar. É verdade que cada um se recupera de traumas de modo diferente, mas no caso de quem tem TEPT, o estresse se prolonga e atrapalha a vida diária. É como se sua resposta “lutar ou fugir” nunca se desligasse. Assim, essas pessoas são obrigadas a fazer adaptações em suas rotinas diárias. O TEPT é uma condição complexa que muitos não compreendem.

Outros fatores de risco do TEPT, incluem:

Personalidade: características de personalidade limítrofe, antissocial, dependente e paranoica estão associadas a transtorno de estresse pós-traumático. Pessoas com essas características tendem a ser emocionalmente reativas e agitadas em situações estressantes, e levam mais tempo para se recuperarem de experiências negativas.

Controle percebido: se você tem um locus externo de controle, acredita que não tem poder sobre as coisas que acontecem com você, isso pode fazer com que seja mais difícil lidar com estresse, aumentando a vulnerabilidade pós-trauma.

Apoio social: se você não tem laços familiares e sociais fortes, ou não os construiu durante a infância, então é muito mais provável que desenvolva transtorno de estresse pós-traumático.

Doença mental: se você tem um histórico de depressão, ansiedade, transtorno bipolar ou de abuso de substâncias, ou tem um parente com depressão, então é mais provável que desenvolva transtorno de estresse pós-traumático depois de um evento traumático.

Eventos da vida: eventos estressantes da vida, como por exemplo morte na família, divórcio ou a perda de um emprego, podem causar traumas e aumentar o risco de desenvolver transtorno de estresse pós-traumático.

Sintomas de alguém que está com Estresse Pós-Traumático

a)  Sintomas de revivescimento

  • Ter lembranças intensas sobre a situação que provocam aumento do batimento cardíaco e transpiração excessiva;
  • Estar constantemente com pensamentos assustadores;
  • Ter pesadelos frequentes.

Este tipo de sintomas pode surgir após um sentimento específico ou após observar um objeto ou ouvir alguma palavra que esteve relacionada com a situação traumática.

b) Sintomas de agitação

  • Sentir-se frequentemente tenso ou nervoso;
  • Ter dificuldade para dormir;
  • Ser facilmente assustado;
  • Ter explosões de raiva.

Obs.: Estes sintomas sendo frequentes, não sendo provocados por nenhuma situação específica, podem afetar algumas atividades básicas como dormir ou concentrar-se numa tarefa.

c)  Sintomas de evitamento

  • Evitar ir em locais que lembram a situação traumática.
  • Não utilizar objetos que estão relacionados com o evento traumático.
  • Evitar pensar ou falar no que aconteceu durante o evento.
  • Geralmente, este tipo de sintomas provoca alterações na rotina diária da pessoa, que deixa de fazer atividades que fazia anteriormente, como utilizar o ônibus ou o elevador, por exemplo.

d)  Sintomas de humor alterado

  • Ter dificuldade para lembrar vários momentos da situação traumática.
  • Sentir menos interesse por atividades agradáveis, como ir à praia ou sair com os amigos.
  • Ter sentimentos distorcidos como, sentir-se culpado pelo que aconteceu.
  • Ter pensamentos negativos sobre si mesmo.

Os sintomas do transtorno de estresse pós-traumático são frequentemente debilitantes e interferem na capacidade da pessoa trabalhar, frequentar a escola e ter relacionamentos significativos. Se não forem tratados, podem tornar-se tão graves que a pessoa pode tentar inclusive o suicídio.

Conclusão

Ficou claro que ter algum tipo de trauma é um assunto serio que merece ser abordado da forma correta, além de que com um boa pesquisa, como a que eu fiz, pode te dar muitas ideias de como escrever isso de forma interessante e fiel. Talvez se doenças psicologicas fossem discutidas e abordadas da forma certa, haveria muito menos pessoas tentando reproduzir situações na vida real que quase sempre saem errado. Da pior maneira possivel.

FONTE

https://blog.psicologiaviva.com.br/o-que-e-trauma/

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