DIA 33 – Diálogos #100diasdeprodutividade

Olá, como vão todos? Hoje vamos analisar sobre como escrever diálogos. Eu também gostaria de agradecer a todos que estão seguindo o blog e dando like, significa muito para mim.

Conheça seus personagens

Esse é o primeiro passo. Precisamos saber o que seu personagem diria e responder algumas perguntas sobre suas atitudes. Isso serve para desenvolver a voz do personagem e deixar tudo mais fácil na hora da escrita, nos levando a entende-los, como seus objetivos, necessidades e desejos.

Por isso, saber completamente a personalidade ajuda nos diálogos. Sinceramente, eu não ligo muito para a voz do personagem, porque isso é algo que saí naturalmente. Saber como o personagem age é mais prático já que suas ações e fala devem seguir a mesma linha de raciocínio, tornando assim fácil e natural saber o que eles podem dizer em qualquer situação, além de ajudar o público a se conectar com os personagens.

Dê um propósito ao seu diálogo

Diálogos servem para desenvolver a história ou expor o desenvolvimento de personagens. Assim:

  • Evite conversas que comecem com cumprimentos. A não ser que seja situações especificas, não as use;
  • Se eles  falam, é melhor que seja por uma boa razão;
  • Tenha certeza de que cada palavra possua uma razão clara para ser dita.
  • Se a troca de diálogos entre dois personagens não for necessária, pense em revisar a cena, de modo que o que eles falam gere expectativa, surpresa ou suspense.
  • Não escreva sobre conversas cotidianas, pode ser bastante chato e mundano, sem qualquer objetivo real, já que isso não dará muita informação sobre a personalidade do personagem ou sobre o enredo.
  • Seus leitores não se sentirão muito próximos de seus personagens se o diálogo não se focarem em se aprofundar suas mentes, personalidades e motivos.

Diálogos não são realistas

Não é interessante fazer diálogos realistas. Como já dito, se devemos evitar conversas como:“ Olá” e “Como vai você?”,  outros vícios de fala também devem ser evitados. A não ser que eles tenham um objetivo, não coloque os “Ums e Ehs” e outras expressões do dia-a-dia comuns. O objetivo é que seu diálogo seja rápido e com movimento, indo direto à ação e não entediar seu leitor até a morte.

Dialetos

Dialetos é outra coisa a evitar, pois pode ser confuso e doloroso de ler.  Tal como limitar o uso de palavrões, gírias e estereótipos. Isso não apenas pode alienar os leitores, mas também pode fazer com que sua história pareça datada em alguns anos. Entretanto, para tudo há exceções, por isso é bom estar atento o que você pretende com o texto.

Entenda que as palavras “disse” e “falou” são necessárias

Sim, foi isso que você leu. NECESSÁRIAS. Sei que aprendemos todos aqueles sinônimos para esse tipo de palavra. O fato é que se elas estão lá é por um motivo, nunca notadas durante leitura.

  • Se você escrever palavras mais longas e complicadas, poderá levar o leitor a se cansar;
  • Elas não têm que ser originais ou diferentes, servindo apenas como um indicador de quem está falando.
  • Nesses casos, elas tem um aspecto invisível no texto.
  • Às vezes, vamos muda-las e está tudo bem, mas quando for apenas para indicar quem fala fique com “disse” e “falou”.

Na verdade, essas palavras são chamadas de dicendi:

“Os verbos dicendi ou “de dizer” são aqueles que usamos para introduzir um diálogo. Geralmente é utilizado em entrevistas jornalísticas, contos de ficção, como romances, e prosas. Alguns exemplos de verbos dicendi: afirmar, falar gritar, declarar, ordenar, perguntar, exclamar, pedir, concordar etc. Sempre é importante saber qual o contexto da fala, pois cada verbo carrega um comportamento ou características das personagens.

Exemplos:

“Se você é um pássaro, eu também sou”, disse Noah para Allie.

“O tempo continua estável na região do Recôncavo”, disse a jornalista.

“Volte aqui, Caroline!”, gritou Lucas.

“Não seria melhor se você pedisse desculpas?”, indaga Adriele.” (x)

Palavras como, perguntou e respondeu, também são muito boas e cumprem o propósito. Se tornar repetitivo, pare de usá-los. Ao invés, descreva a ação diretamente, como:

“ — Você precisa que eu diga? Precisa mesmo? — Nico largou o garfo, mas ainda sim, se recusou a olhar para Percy, fingindo que a paisagem fora da janela era mais interessante.”

E lembre-se, nem sempre é necessário colocá-las em todos os parágrafos, principalmente se estiver claro quem está falando.

Diálogos curtos

Deseja perder leitores rapidamente? Escreva diálogos gigantescos. A melhor forma de evitar isso é escrever frases curtas e concisas que vão direto ao ponto, algo entre 2 a 3 frases.

Regras de pontuação

Existem varias. Procuro me ater as mais comuns, porém assumo que não sigo todas pelo simples fato de elas não fazerem muito sentido para mim. Algumas que não podem faltar são:

  • Travessão (—): Não é um traço (-) ou um hífen(_), é um travessão, por favor.
  • Ele disse, ela disse: Dicendi são necessários. Os use.
  • Pontos finais. Não esqueça deles.
  • Reticências (…): Para mostrar uma pausa no dialogo ou incerteza no que o personagem diz.
  • Dois traços (–): Para mostrar quando um personagem é interrompido.

Essas são as que eu uso, mesmo que por vezes incorretas. Se meus livros fossem ser comercializados, haveria uma grande mudança, então, o mínimo que um texto tem que ter é o travessão, dicendi e pontos finais.

Obrigada por ler e não se esqueça de curtir, reblogar o post e seguir o blog!

FONTE

https://thinkwritten.com/writing-powerful-dialogue/

https://www.gramatica.net.br/duvidas/o-que-sao-verbos-dicendi/

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