DIA 23 – 5 dicas de uma escritora intermediaria #100diasdeprodutividade

Olá, como vão todos? Hoje gostaria de compartilhar com vocês 5 dicas que eu sigo como uma religião.

Decidi fazer esse post porque, hmmm… gostaria de deixar algumas dicas para quem pretende passar do ponto de escritor amador para ao intermediário ou avançado, ou para quem um dia decidir pedir ajuda para mim. Sim, estou aqui e ajudo a todos que tiverem a mente aberta para críticas construtivas. E ainda mais, digo que sou intermediaria, porque, até agora, pensei que a escrita não fosse algo que pudesse me trazer dinheiro, mas que agora, talvez possa.

Então, vamos lá!

Escrita é prática. Pratica é teoria. Teoria é aprendizado.

Sim, escrita é uma prática. Envolve teoria, aplicação á pratica e a prática em si, principalmente em estudar teorias, entende-las e reproduzi-las. Queria eu que escrever fosse tão fácil assim. Bem, escrever não é um talento, porque talento, a crença de que já nascemos sabendo fazer algo cem por cento perfeito, não existe. O ato de escrever é um eterno aprendizado. O que existe é interesse, dedicação e prática, muita prática. Então, se você vir alguém que escrever super bem e super jovem é porque ela já faz isso há muito mais tempo do que você imagina.

Conheça sua prática.

Sobre o que você deseja escrever? Leia sobre isso. Analise e estude seus livros favoritos, prestando atenção em cada vírgula, frase, oração, paragrafo, dialogo, descrição e etc. Leia os grandes mestres exaustivamente e depois, analise o que você aprendeu. O que você mais gosta nesses textos? O que te fez lê-los? Quais são suas citações preferidas? Assim que você descobrir o que te faz interessado, você estará pronto para começar a escrever. E eu te digo mais, se você não ler outros autores, não importando quem eles sejam, você nunca sairá do lugar. Ou você mergulha no mundo da sua prática, ou você terá que pagar rios de dinheiro para alguém te dizer o que você poderia ter descoberto sozinho e de uma forma bem mais divertida. Ao invés disso, você vai ter que baixar a cabeça e aguentar alguém analisando seu texto até os mínimos detalhes.

Você não quer isso, quer? Eu, pessoalmente, prefiro sempre estar preparada e ter meus argumentos prontos. Cada vírgula, dialogo e descrição tem um motivo para estar no texto. Assim, se alguém vier me criticar, eu nem vou precisar pensar para responder. A não ser que essa critica melhore ainda mais meu texto, o que nos fazer seguir para o próximo tópico.

Betas, seu melhor ou pior amigo.

Sim, nossos queridos betas de cada dia. A primeira coisa que eu aconselho é encontrar o mais sincero e cruel que você puder, logo que você começar uma história ou até sua jornada no mundo da escrita. Eu demorei muito para entender o que eles realmente são. Aqui vai o que eles não são:

Eles não são seus amigos. Eles podem ser no futuro, mas no momento do processo de criação, não. Nunca escolha um amigo porque ele vai ficar com dó de você e só vai falar das partes boas. NUNCA FAÇA ISSO! Encontre um que não esteja envolvido emocionalmente com você. Afinal, queremos uma opinião sincera e neutra, não? Então, essa é a melhor solução.

Eles não têm a obrigação de fazer tudo o que você pedir ou até ficar com você até o fim do livro. É de bom senso discutir o que essa betagem vai incluir. Vai ser apenas revisão gramática e ortográfica? Vão te dar um feedback simples? Um mais elaborado? Eles são como eu, que colocam a mão na massa e analisam todos os aspectos do texto possível, te dando exemplos? Eles são daqueles que vão editando o texto sem muita técnica, corrigindo do jeito que eles acham melhor? É muito importante discutir os termos antes de começar, ou você pode acabar ganhando mais do que você precisa, ou muito pouco.

Seja seu próprio crítico

Sei que quando o assunto é critica, somos os primeiros a apontar os dedos para nós mesmos. Entretanto, nesse caso, não é ao que me refiro. Quando digo critica é encontrar o problema em nossos textos e arruma-lo, seja estudando mais sobre o assunto ou encontrando alguém que saiba mais do que você. Por exemplo, uma pessoa em que estou ajudando adora encher todas as linhas de dialogo com ele disse, ela disse. Tentei explicar que não era necessário sempre colocar descrição na linha do dialogo. Se ficou claro ou não, saberei nos próximos textos. O importante é apontar o erro e torcer para o melhor. E claro, sempre fica o conselho de estudar mais e ler mais, só assim pegaremos os macetes para uma boa escrita.

Insista

Sei que esse é um conselho básico nos blogs de escritores. Porém, é o mais valioso. Termino esse post por onde comecei, escrever é prática. Sendo assim, quero dizer que no início você não terá nenhuma.

Como prosseguir a partir daí? Não desistindo.

Comece pequeno.

Porque não tentar narrações ou descrições de 100 palavras? Tente os prompts. Use a estrutura de 3 atos, começo, meio e fim. A jornada do herói. Tente um conto curto. Se souber línguas, traduza textos para se acostumar com a estrutura da narração. E se tudo isso falhar, peça ajuda. Um beta não serve apenas para te guiar durante o processo de escrita, ele também pode te ajudar te passando noções de narração, técnicas e estruturas necessárias para transformar uma ideia em uma história. Não tenha medo mergulhar nesse mundo. Você só precisa da coragem para desbravá-lo e da pessoa certa para te guiar.

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