DICA DO DIA – Stephen King’s, on writing #100diasdeprodutividade #dia 1

Olá, como vão todos? Sejam bem-vindos ao primeiro dia do nosso projeto “100 DIAS DE PRODUTIVIDADE.” Para não ficar confuso vou seguir uma programação. Vamos ficar com os posts sobre dicas de escrita a cada 4 dias e nos outros vou trazer prompts e outros assuntos que eu achar pertinente.

E hoje, para não perder o costume, trago 14 dicas tiradas do livro “On writing” do grande escritor, Stephen King. Sempre, é claro, com minhas considerações pessoais.

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1. Se você quer ser um escritor, precisa fazer duas coisas acima de tudo: ler muito e escrever muito.

Sim, ler e escrever. Até para escrever fanfics (o que eu faço). Se você não ler como irá saber o que escrever. Por exemplo, ontem uma pessoa me deixou um comentário dizendo que ela não tinha entendido algumas coisas, mas tinha pegado o sentido geral. É sobre isso que se refere ler para escrever. Se você não conhece o mecanismo da escrita, que é adquirida primeiro por leitura e depois pela pratica da escrita, como você terá certeza que está fazendo um bom trabalho?

2. Histórias consistem de três partes:

  • Narração: move a história do ponto A ao ponto B.
  • Descrição: cria uma realidade sensorial para o leitor.
  • Diálogo: traz os personagens à vida através da fala.

Aqui vamos por partes.

Quando o autor se refere a Narração me parece ser a estrutura da historia, como por exemplo, “A jornada do herói” ou “Os três atos”. São os motivos e circunstanciais que fazem o personagem ir em busca de um objetivo ou missão.

A Descrição se refere a construção de mundo. Onde, quando e como. Descrições de ambientes e até monólogos internos também fazem parte desse aspecto. É onde se deve prestar atenção a ideologia daquele mundo. Por exemplo, esse será um mundo controlado pelos homens, onde todas as outras pessoas e minorias são desprezadas? Será um mundo dominado por mulheres? Seres de outras raças? Igualitários? A/B/O? Um mundo mágico? Uma sociedade dominada pelo militarismo? Zumbis? É possível até misturar vários gêneros. Para mim, o que é interessante é entender como devemos inserir as descrições ao longo do texto para que não se torne um estudo de caso sobre construção de mundo. Menos didático e informações mais diluídas durante toda a historia.

Já o Dialogo poderia ser o ponto mais fácil, se servisse só para isso. Sim, o dialogo dá vida aos personagens, pois cada personagem, em tese, deveria ter uma forma diferente de falar. Entretanto, eu não vejo dessa forma. Se você estiver inserido em uma sociedade, como, em São Paulo, a maioria das pessoas fala parecido. Porém, se você for reparar na separação social existente por cultura ou economia, temos pessoas mais abastadas do que outras. Então, não, não é tão preto no branco, devemos analisar que tipo de historia queremos contar e partir disso decidir se dar um sotaque ou jeito diferente de falar é necessário, sem falar nas regras para escrever diálogos que a maioria das pessoas parece ignorar. Eu mesma me incluo nisso.

3. A situação vem antes. Os personagens – sempre planos, para começar – vem depois.

Tenho que dizer que eu não concordo com essa afirmação, porém entendo o que o autor quis transmitir. Quando ele diz que “Os personagens – sempre planos, para começar – vem depois” o autor parece generalizar os tipos de personagens, como se apenas existisse um. Já “a situação vem antes” me remete a uma historia guiando um personagem e não um personagem guiando a historia. Eu explico:

  • Personagem guiando a historia: Geralmente a historia gira completamente em volta do personagem. A pergunta aqui é “O que o personagem vai fazer?” Um bom exemplo é Harry Potter, o personagem está em todas as cenas decisivas, se ele morre ou vive é o aspecto mais importante, até porque durante os livros sempre nos perguntamos se ele vai conseguir sair de mais uma enrascada vivo.
  • Historia guiando o personagem: O importante é a historia. Como exemplo, temos Rei dos Anéis. Grande parte da historia gira em volta do Frodo, entretanto há outros personagens tão importantes quanto ele e o objetivo final é a destruição do anel. Se o Frodo vive ou morre não tem tanta importância quando a destruição do anel, pois sempre teria alguém para tomar o anel e completar a missão.

4. Seja um conto de uma pagina ou uma trilogia épica, é sempre feito com uma palavra de cada vez.

A palavra de ordem aqui é paciência e perseverança. O importante é chegar até o fim. Se lembre disso.

5. As  situações mais interessantes podem ser expressadas com perguntas “e se…?”

Sim, tudo o que precisamos é nos permitir, nos permitir questionar o mundo e fazer perguntas que em nossa rotina seria impossível. E se o mundo não fosse dividido por cor de pele e sim por inteligência, como isso seria?

6. As melhores histórias sempre acabam sendo sobre as pessoas ao invés de sobre o evento.

Parece que nós, eu e o autor, não discordamos tanto assim. Você pode ter a melhor historia do mundo, mas se seu personagem não for carismático a melhor historia não servirá para nada.

7. Evite a voz passiva.

Bem, depende do caso. Eu não excluiria completamente a voz passiva da minha vida. Primeiro, veja um exemplo:

  • Voz passiva: O biscoito estava sendo comido pela menina.
  • Voz ativa: A menina comia o biscoito.

Em algumas situações, a voz passiva é bem vinda. Como quando não se sabe quem são os personagens. Assim:

“Era noite, estava escuro e ventava, nada que pudesse impedir o andar pelo caminho asfaltado. Andavam e andavam, até que a noite virasse dia e o dia, novamente, noite.”

A imaginação é o limite. Entretanto, é importante lembrar que generalizar e ser radical nunca é bem, nem na vida, nem na escrita.

8. A fala (dialogo), seja feito de forma feia ou bonita, é uma manifestação do personagem.

Aqui o autor se refere sotaque e regionalismo que o personagem usa. Prefiro me abster de opinião, porque tudo depende do objetivo da sua historia.

9.  Descrição começa na imaginação do escritor, mas deve terminar na do leitor.

Esse ponto é um aviso sobre explicar demais. Deve haver um equilíbrio entre descrição, narração e dialogo. Sendo assim, um excesso de descrição torna a historia explicativa além do necessário. É interessante dar poucas explicações, se for possível, e deixar que o leitor imagine os detalhes menores e sem relevância para o avanço da historia.

10.  O caminho para o inferno está pavimentado de advérbios.

Beemmmm… o que eu posso dizer. É uma compulsão. Eu não acho tão ruim. Um advérbio aqui e outro ali vai bem, o problema é seu texto estar cheio deles, em todos os parágrafos e frases. Eu geralmente uso advérbios para dar uma intensidade maior em certos pontos do texto. Principalmente quando o sentindo é mais emocional. Entretanto, prestar atenção nele para não exagerar é bom grado.

11. Nunca use “emolumento” quando você pode dizer “gratificação”.

Isso é verdade. Fique com o mais simples possível. A não ser que o enredo peça algo mais sofisticado. Como por exemplo, dois reis conversando, ou uma sessão no tribunal. A linguagem deve ser adequada a cada situação.

12.  Determine uma meta diária de escrita.

Acho esse ponto meio polêmico. Tudo vai depender do objetivo da escrita. É verdade que se você escrever todo dia, sua historia ficará ponta rapidamente. Mas se não for possível, faça o seu melhor. Dê um tempo e volte mais tarde.

13.  Chame aquela pessoa para quem você escreve de “Leitor Ideal”. Ela estará com você durante todo tempo.

Isso é um lembrete. É o seu publico alvo. Tenha em mente para quem você escreve e se foque nisso.

14. Se você pode fazer por prazer, então você pode fazer para sempre.

É isso. Se divirta e escreva, historias maravilhosas estão te esperando para serem escritas.

Você concorda com tudo o que eu e Stephen King escrevemos? Você discorda? Deixe abaixo um comentário!

FONTE: http://nanofregonese.com.br/14-dicas-de-escrita-de-stephen-king/

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