DICA DO DIA – Primeiras páginas

Olá, como vão todos? Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos os seguidores. Já passamos de 300 pessoas no Tumblr! Muito obrigada por todo o apoio. É possível me seguir pelo Tumblr e pelo WordPress. Hoje iremos nos desviar um pouco do tema personagens e ver alguns questionamentos sobre as primeiras páginas de uma história, tirado do site 10minutenovelists e com algumas considerações minhas.

As primeiras páginas de uma história é como abrir uma porta. Serão as primeiras impressões que seu leitor terá.

Não importa o que eu esteja lendo, se as primeiras cenas de uma história não me agradarem eu nem passo do primeiro capítulo. Há tantas coisas por ai interessantes que perder meu tempo com o que não me agrada não vale a pena.

Seu objetivo é mantê-los tão interessados que eles não consigam parar de ler.

Sim, esse é outro ponto importante. Escrever de forma que até os leitores mais detalhistas se esqueçam dos erros e se foquem na história.

Assim se quisermos cumprir esses requisitos, devemos:

1.  Preparar o cenário da sua história.

Esse é o ponto inicial da história, a apresentação geral que vai introduzir tudo relacionado a vida e condição do personagem. A primeira cena se dá dentro de algum lugar ou fora dele? Época, lugar ou tempo narrativo é importante para o entendimento da história? Como o personagem se sente no momento, triste, feliz ou não sente nada? Quais elementos são necessários para que a cena seja materializada? As descrições são suficientes para formar a personalidade do personagem e o mundo ao redor?

Na minha história, (não terminada para variar), todos esses elementos se aplicam:

“— Olha por onde anda, moleque! — Nico trincou os dentes e ignorou o som da buzina, contendo a vontade de xingar o homem dentro do carro. Provavelmente, era mais um alfa que se achava no direito de tratar Nico como quisesse só porque ele era um ômega. Mas, claro que não era culpa do alfa, não, porque nunca era; era culpa de Nico ser um ômega, e merecer esse tratamento pelo fato dele meramente ser um ômega. Seus pés também não ajudavam, eles doíam tanto que Nico mal se aguentava em pé.

A verdade é que Nico havia andado o caminho inteiro até ali, uma longa jornada de cinquenta minutos caminhando pelo centro da cidade até entrar na parte menos favorecida do bairro. É claro que Nico poderia ter agido como uma pessoa normal e ter pegado o ônibus que o levaria a seu destino. Ele poderia, porém, sua tia tinha sido bem clara; o dinheiro que estava em seu bolso deveria ser usado somente se ele precisasse, pegar um ônibus não era nenhuma emergência, não de acordo com seu dicionário. Por esse motivo, havia parado por alguns instantes no ponto de ônibus para confirmar que ninguém o reconheceria e continuou a andar, virando esquinas e desviando de carros apressados que pareciam não o enxergar.”

Como vocês puderam ver, o personagem principal é introduzido junto com lugar, tempo narrativo e psicológico, construção de mundo que seria abo e o fato do personagem andar a pé ao invés de pegar um ônibus ou táxi diz muito sobre a situação econômica dele. Eu não senti necessidade que colocar uma época, porém fica bem claro como o personagem se sente, quem ele é e em que cenário ele se encontra.

2.  Introduzindo o protagonista. 

O protagonista geralmente tem uma personalidade heróica ou virtuosa. É preciso que exista uma simpatia por ele ou algum tipo de identificação entre ele e o leitor. Entretanto, há casos que o personagem não é perfeito ou não está disposto a se sacrificar pelo bem maior. É por isso que é interessante criar personagens com defeitos ou traços de personalidade ou aparência incomuns. Por exemplo, o personagem pode ter um nariz torto, ser cego ou apenas seguir suas próprias ambições. Até porque na vida real ninguém é tão santo, então, porque não trazer essas condições para as histórias e torná-las únicas? É verdade que é mais fácil gostar de um personagem heróico, mas é bem mais divertido um personagem moralmente imperfeito.

3. Ponto de vista e voz narrativa. 

Para mim, esse era um conceito básico, sendo que é a primeira coisa que eu defino.  É onde se dá a forma que iremos contar a história, quem vai contar os fatos, o tom da história e a direção que ela vai tomar. É dito que importante escolher quem tem mais a perder e quem tem uma ligação emocional maior com o tema. E de fato, é uma observação certeira. Eu escolhi escrever minha história do ponto de vista daqueles que são abusados por serem mais fracos do que outros.

4. Tema e premissa. 

Tema é a ideia geral da sua história, como ‘Lutar contra um sistema opressor’, “O tema é o caminho que você escolheu seguir quando decidiu escrever sua história.

O tema, portanto, é o norte para o qual você caminhará. Sem ele você pode se desviar do seu objetivo e sua história poderá ficar confusa para o leitor.” (x).

Já a premissa é a promessa que se faz no começo da história, como ‘personagem independente irá superar as dificuldades e sair vitorioso’.

Com isso em mente, esse é um aspecto que geralmente passa despercebido, ali, inserido na história que só depois de se ler todo o texto é possível percebê-lo. Porém é um ponto interessante a se ter em mente, pois o Tema e a Premissa servem de guia para que assim não nos perdamos no meio do caminho.

 5. Personalidade. 

Ao invés de nos focamos em personagens heroicos ou virtuosos, devemos pensar em personagens interessantes. É por isso que as primeiras páginas são tão importantes, elas servem para que você possa convencer o leitor que sua história e seus personagens  valem a pena serem lidos. E como fazer isso? Escolha características positivas e negativas, imaginando o que essa pessoa faria, indo até o fim das consequências e ver no que dá. Como mencionado anteriormente, nem sempre seus personagens precisam ser bonzinhos ou perfeitos, pois a imperfeição trás realismo.

 6. Sem enrolação. 

O primeiro capítulo deve usado apenas para apresentar o personagem, mundo, lugar, tempo e aquela quebra de rotina, é sobre o personagem se questionando se irá aceitar a aventura ou voltar para a situação antiga. Tirando isso, não devemos colocar monólogos, longas descrições, explicações intensas ou fatos sobre o passado do personagem, pois as primeiras páginas servem para iniciar uma nova história e não reviver as anteriores. Não se preocupe, haverá oportunidade para isso no desenrolar da história.

7. Mundo antigo 

Como eu disse antes, parte do início é saber o que o personagem fazia antes da aventura começar.  Pode ser uma introdução curta de alguns parágrafos ou pode ser o capítulo todo dedicado ao estado das coisas comuns. Esse aspecto é importante porque é onde apresentamos o mundo do personagem, as pessoas em volta dele e sua personalidade, o que o faz sorrir e como ele gosta de viver a própria vida. Assim, quando o desafio chegar, as dificuldades e frustrações do protagonista farão com que o leitor simpatize com a história e personagens.

 8. Desejos e convicções.

Conforme você desenvolve seu enredo, podendo mudar ou não durante o caminho, a história deve seguir os desejos e vontades do seu protagonista. Você não deve dizer isso expressamente, e sim através de ações. Como em diálogos, incorporados no que ele diz, ou em atos simples e cotidianos. Por exemplo, se é preciso que um sacrifício seja feito, qual será a reação dele? Dizer que ninguém precisa se sacrificar? Que ele se se sacrificará ou ele escolherá alguém que será sacrificado? Tudo depende da moral e da suas convicções. Certifique-se de que esse desejo seja significativo: deve ser algo universal, algo com o qual todos possamos nos identificar.

9. Chamado à aventura.

Esse é o momento mais importante da sua história, pois sem ele o enredo será fraco e sem apelo. Ele acontece logo após o mundo antigo, a quebra da rotina do personagem, quando um grande evento faz com que o personagem se mova e caminhe para a nova aventura. Geralmente, é algo inesperado e desconfortável que traz mudanças para o personagem, o obrigando a fazer algo que ele não quer fazer ou de algo que ele fugiu a vida toda. O motivo não importa, só a certeza de que algo diferente está acontecendo que irá mudar a vida do protagonista, ele querendo ou não.

10. Tribulações. 

Seu personagem deve ter dificuldades, obstáculos ou antagonistas, figurativos ou literais. A história precisa de conflitos, conflitos reais assim que ele sai para a aventura. Pode ser um novo emprego, onde o personagem não conhece nada ou sobre uma nova etapa da vida. É interessante que os obstáculos sejam mais do que coisas, mesmo que os sentimentos de um personagem já seja obstáculo suficiente.

11. Perguntas. 

Depois das primeiras páginas devemos nos perguntar, o que vem em seguida? O protagonista será capaz de ultrapassar tais obstáculos? Ele vai aceitar o desafio? É quando enfim chegamos no desenvolvimento da história, observando as consequências das escolhas do protagonista. O importante é sempre nos perguntar, como você gostaria que seu personagem agisse dali para a frente? Lembrar do tema e da premissa pode ajudar muito nessa etapa.

FONTE

http://www.10minutenovelists.com/first-pages/

https://medium.com/@lucasmirabete/o-que-%C3%A9-premissa-e-tema-de-uma-hist%C3%B3ria-8e74648caa7c

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