DICA DO DIA – A PROMESSA DA HISTORIA

Olá, como vão todos? Em primeiro lugar, eu gostaria de me desculpar por toda essa demora. A verdade é que eu precisava descansar, mental e fisicamente. As vezes eu preciso sumir, sabe? Para me reagrupar e organizar os pensamentos? Sei que não faz muito sentido, mas é coisa de gente introvertida. Devo avisar que eu não vou voltar a postar tão frequentemente quanto antes, mas sempre que eu tiver algum tema interessante vou voltar aqui. Agora, vamos ao nosso tema de hoje, “A promessa da história”.

Mas, o que afinal significa isso, essa promessa? É uma daquelas coisas que ficam implícitas na história, mas que só o escritor presta atenção. É claro que se você não cumprir esse requisito, no fim do seu livro seu leitor vai perceber alguma coisa ou se sentir insatisfeito com tal fim.

Bem, a promessa da história nada mais é que cumprir o principal objetivo de personagem que geralmente é dado no início da história.

Por exemplo, em “O senhor dos anéis”, qual seria a principal promessa do livro/filme?

Para mim, é sobre um personagem que é incumbido de destruir um anel, que se por um acaso do destino ele não conseguir cumprir tal tarefa, pode ser o fim do mundo como ele é conhecido, certo? Agora, imagine se o personagem morresse no meio do caminho ou se o vilão conseguisse pegar o anel, de forma definitiva, o que aconteceria? Tenho certeza que a história teria um fim prematuro e insatisfatório, porque o que foi prometido lá no início, que o Frodo seria o nosso herói se tornou falso.

Quero frisar que:

  • Precisamos ver jornada desse personagem se desenrolar, se ele conseguirá vencer esse desafio não é tão importante desde que a história cumpra a promessa feita anteriormente.

Porque, sejamos francos, geralmente fica implícito desde o início que o personagem conseguirá chegar no destino final, ou pelo menos é o que o leitor espera, e, talvez esse seja o problema quando dizemos que não gostamos de um livro, a expectativa contida nele.

Se eu dissesse que já vi isso milhões de vezes, você se surpreenderia? Sabe quando você está lendo um livro e de repente, parece que tudo mudou? Essa é a quebra de expectativa. As vezes é boa e as vezes é ruim. Na maioria das vezes os leitores não aceitam bem esse fato. Em séries de TV, um bom exemplo é TeenWolf, que conta a história sobre um adolescente que é mordido por um lobisomem e acaba se tornando um. As duas primeira temporadas são boas porque elas contam uma história que faz sentido e seguem uma linha de raciocínio lógico, além de cumprir o que prometeu desde o início, mas já na terceira temporada a história muda radicalmente, entram novos personagem quase sem explicação nenhuma e uma enxurrada de enredos soltos são inseridos na história ao invés de continuar desenvolvendo o que a história vinha prometendo desde o primeiro episódio.

Já em livro, a série do “Percy Jackson” tem muita quebra de expectativa de forma negativa. Eu poderia passar o resto da semana dando motivos para explicar a quebra de expectativa nesses livros, mas a mais aparente é a mudança de tom e enxurrada de personagens que aparecem no início da segunda série.

E por que eu digo isso? Bem, se formos analisar que se passa poucos meses desde que os acontecimentos do último livro se sucederam, não é muito convincente e não cumpre a promessa feita no início da primeira série, que seria de acompanhar a vida de Percy jackson, o filho de Poseidon. Mas é claro que o autor decide ir por outro caminho, ele decide iniciar a segunda série, regressando poucos meses após a guerra contra os Titãs, e ao invés de explorar como esse mundo ficaria com os efeitos da guerra, não, mil personagens novos e histórias que ninguém está interessado em ler são colocados no enredo, sendo que esses personagens são mal desenvolvidos e mal há tempo para que possamos conhecê-los durante a história.

Sabe quando você está fazendo as malas para uma viagem, mas tem que sentar em cima dela para tentar fechar a mala estufada de roupas? É assim que eu me sinto com essa série. O escritor ignorou metade dos personagens que ele tinha criado anteriormente, criando novos que só parecem um amontoado de coisas mal desenvolvidas. O pior é que a partir daí a história só piora, se tornando uma leitura lenta e arrastada, com algumas exceções durante o caminho. E sabe quais são essas exceções? É quando o autor resolve trazer de volta os personagens que ele já tinha desenvolvido no passado, com isso trazendo junto as promessas que ele tinha feito lá no início.

Já, um bom exemplo de promessa bem feita é a série do “Harry Potter”, desde o início sabíamos que ele tinha um objetivo concreto em mente e sabíamos qual era a promessa: sobreviver e matar Voldermort. Outra série que eu considero ter uma promessa bem desenvolvida, porém de narração arrastada, é Naruto, pois todas as promessas são cumpridas, a de se tornar Hokage e de salvar o amigo.

Então, aqui fica um questionamento: será que vale a pena trazer muitas coisas para a história se isso irá prejudicar o andamento dela e negará todas as expectativas empregadas em seu início? Porque uma coisa é uma história divertida e cheia de personagens interessantes e outra é uma história transbordando de inadequações e coisas que não fazem sentido para aquele enredo.

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