PERSONAGENS E ARQUÉTIPOS

Bem, vindos a mais um post. O tema de hoje é sobre personagens e como os arquétipos se encaixam nesse assunto, complementando a jornada do herói.

Primeiro, quero começar dizendo que eu nem sempre entendi a importância dos personagens, pois desde o início eu tinha aprendido que o meu foco deveria estar no enredo, buscando aprender como as tramas funcionavam e como os personagens eram apenas aspectos que complementavam as histórias. Alguns anos depois fiquei feliz de entender que essa era uma visão clássica e ultrapassada e que já não funcionava para a minha geração de leitores, pois eu, como consumidora de livros, não poderia me importar menos com a construção de mundo, enredo, subtramas e arcos narrativos. Foi só quando eu peguei um livro por vontade própria que eu enfim entendi. Entretanto, o que aquele livro tinha de diferente dos outros? Qual foi o motivo que me fez passar uma madrugada inteira em meus onze anos de idade lendo e chorando com a morte de um dos meus personagens favoritos?

Eu, naquele momento, não tinha noção do porque eu gostava, eu só sabia que eu gostava e ponto final. O livro era bem escrito como qualquer outro, tinha descrições interessantes e diálogos bem feitos. Agora eu entendo que o motivo do meu maravilhamento era direcionado aos personagens; era forma como eles eram apresentados a mim e como o foco da escrita era direcionado ao que iria acontecer a eles e não onde exatamente essa trama me levaria. Eu não ligava se o vilão era convincente, eu nem percebia a mudança de tempo ou me importava se o cenário bem construído ou não, tudo o que eu sabia era que eu torcia para que o protagonista sobrevivesse a aquele desafio. E no fim, sabe qual foi minha conclusão? Eu havia me afeiçoado ao personagem, como se ele fosse um novo amigo que eu tinha feito e gostado imediatamente. E desde então, esse foi o meu foco; entender o que faz um bom personagem e o que faria um leitor se preocupar o suficiente com ele e querer continuar a acompanhá-lo durante as próximas aventuras. Mas a minha principal descoberta foi perceber que tornar o personagem familiar para os leitores faz com que os eles, eu e você, nos apeguassemos a eles, nos fazendo querer continuar lendo aquela história e é exatamente onde os arquétipos entram.

O que é um arquétipo?

Então, para entender o que é um arquétipo aprenderemos sobre a teoria de Carl Jung, o famoso psiquiatra, fundador da psicologia analítica, que nos introduz o estudo sobre os arquétipos do inconsciente coletivo e reforça a teoria de Campbell sobre o Monomito, pois enquanto Campbell definiu a jornada observando os mitos e lendas, Jung explorou os arquétipos, analisando o funcionamento da mente humana. Ele nos explica que um arquétipo é um símbolo, sonho ou a imagem que todos os seres humanos compartilham através do inconsciente coletivo, que expressa temores ou ideias que todos nós experimentamos. Nas palavras de Jung “os arquétipos são conjuntos de “imagens primordiais” originadas de uma repetição progressiva de uma mesma experiência durante muitas gerações, armazenadas no inconsciente coletivo”.

Em outras palavras, arquétipos são estruturas ou modelos de comportamentos armazenados no inconsciente coletivo que todos nós reconhecemos através de experiências passadas, nos ajudando a compreender a origem de algumas de nossas principais necessidades, como por exemplo, o desejo de realização, independência, estabilidade e entre outros que eu chamaria de motivação dos personagens e que só seria possível acontecer em um contexto social e cultural. Um arquétipo comum seria a imagem da mãe, ou do sábio. É verdade que um personagem ou pessoa pode ter mais de um arquétipo, porém geralmente esse personagem vai estar desempenhando um papel específico, assim ficando claro qual arquétipo tal personagem simboliza.

Sendo assim:

    • Os arquétipos são padrões de personalidade observados em todos os seres humanos. São facetas da nossa própria personalidade. No nosso caso, na vida real, somos mais complexos, compostos de uma mistura de todos esses arquétipos.
    • Jung disse que os arquétipos são mapas da psique, guias úteis para desvendar a natureza da mente, seus problemas e conflitos internos (assim como a Jornada do herói é um mapa para entender e lidar com as fases e conflitos externos da vida).

 

  • Existem arquétipos universais (relativos a todos nós), sociais (de cada sociedade) e até individuais.

Tipos de arquétipos

Embora existam infinitos tipos de arquétipos, porque arquétipos representam o comportamento humano, Jung definiu doze tipos principais que simbolizam as motivações humanas básicas, cada tipo com seu próprio conjunto de valores, significados e traços de personalidade, dividindo os doze tipos em três grupos: Ego, Alma e Eu.

Os Tipos de Ego

1. O Inocente

Lema: Livre para ser você e eu

Desejo principal: Chegar ao paraíso

Objetivo: ser feliz

Maior medo: Ser punido por ter feito algo de ruim ou errado

Estratégia: Fazer as coisas certas

Fraqueza: Chato por toda a sua inocência ingênua

Talento: Fé e otimismo

Quando o Inocente está ativo em uma pessoa, ela é atraída para a certeza, para idéias positivas e esperançosas, para imagens simples e nostálgicas, para promessa de resgate e redenção. O Inocente é uma pessoa otimista que está sempre visando ao “paraíso”. Este arquétipo prefere coisas previsíveis e não gosta de mudanças.

O Inocente também é conhecido como: utópico, tradicionalista, ingênuo, místico, santo, romântico, sonhador.

2. O Cara Comum, o Órfão

Lema: Todos os homens e mulheres são iguais

Desejo central: Ligação com os outros

Objetivo: Fazer parte

Maior medo: Ficar de fora ou se destacar da multidão

Estratégia: Desenvolver sólidas virtudes comuns

Fraqueza: Perder o próprio Eu em um esforço para se misturar ou por uma questão de relações superficiais

Talento: O realismo, a empatia, a falta de pretensão

Quando o arquétipo do Cara Comum está ativo em uma pessoa, ela usará roupas simples ou outros trajes comuns (mesmo que tenha bastante dinheiro), falará de um modo coloquial e detestará todo o tipo de elitismo. O objetivo dele é fazer parte do grupo e ser igual a todos.

A pessoa normal também é conhecida como: O bom menino velho, o homem comum, a pessoa da porta ao lado, o realista, o cidadão sólido, o trabalhador rígido, o bom vizinho, a maioria silenciosa.

3. O Herói

Lema: Onde há uma vontade, há um caminho

Desejo central: Provar o valor para alguém através de atos corajosos

Objetivo: Especialista em domínio de um modo que melhore o mundo

Maior medo: Fraqueza, vulnerabilidade, ser um “covarde”

Estratégia: Ser tão forte e competente quanto possível

Fraqueza: Arrogância, sempre precisando de mais uma batalha para lutar

Talento: Competência e coragem

Quando o arquétipo do herói está ativo em uma pessoa, ela se fortalece com o desafio, se sente ultrajada pela injustiça e responde rápida e decisivamente à crise ou à oportunidade. Há uma semelhança, e até uma afinidade, entre os arquétipos do Explorador e do Herói. Mas enquanto o Explorador busca encontrar a si mesmo, o Herói quer se ratificar ou provar, tentando sempre superar os seus limites, além de constantemente tentar melhorar o mundo em diversos aspectos, fazendo dele um lugar melhor, mais encantador e agradável.

O herói também é conhecido como: O guerreiro, o salvador, o super-herói, o soldado, o matador de dragão, o vencedor e o jogador da equipe.

4. O Cuidador

Lema: Ame o seu próximo como a si mesmo

Desejo central: Proteger e cuidar dos outros

Objetivo: Ajudar os outros

Maior medo: Egoísmo e ingratidão

Estratégia: Fazer coisas para os outros

Fraqueza: Martírio e ser explorado

Talento: Compaixão e generosidade

O cuidador é um altruísta, movido pela compaixão, pela generosidade e pelo desejo de ajudar os outros. Ele teme a instabilidade e a dificuldade, não tanto por si mesmo, mas pelo impacto sobre as pessoas menos afortunadas ou menos resistentes aos choques.

O cuidador também é conhecido como: O santo, o altruísta, o pai, o ajudante, o torcedor.

Os Tipos de Alma

5. O Explorador

Lema: Não me cerque

Desejo central: A liberdade de descobrir quem é através da exploração do mundo

Objetivo: A experiência de um mundo melhor, mais autêntico, mais gratificante na vida

Maior medo: Ficar preso, conformidade e vazio interior

Estratégia: Viajar, procurar e experimentar coisas novas, fugir do tédio

Fraqueza: Perambular sem destino tornando-se um desajustado

Talento: Autonomia, ambição, ser fiel a sua alma

Quando o arquétipo do Explorador está ativo na pessoa, seu chamado é para explorar o mundo e, nesse processo, encontrar a si mesmo para poder saber quem ele é. Quando o sentimento de explorador é forte em uma pessoa, ela possivelmente faz, de modo consciente, algo que a diferencie dos outros indivíduos, como por exemplo os jovens que pintam os cabelos com cores chamativas, ou que colocam piercings em partes do corpo para conquistar ou afirmar sua individualidade. É como se mostrassem sua diferença como forma de resistência à resignação ou à conformidade.

O explorador também é conhecido como: O candidato, o iconoclasta, o andarilho, o individualista, o peregrino.

6. O Rebelde

Lema: As regras são feitas para serem quebradas

Desejo central: Vingança ou revolução

Objetivo: Derrubar o que não está funcionando

Maior medo: Ser impotente ou ineficaz

Estratégia: Interromper, destruir ou chocar

Fraqueza: Cruzar para o lado negro do crime

Talento: Ousadia, liberdade radical

O arquétipo do Rebelde é conhecido por ter a sedução do fruto proibido e contém em si as qualidades sombrias da cultura, ou seja, as qualidades que a sociedade desdenha. Este arquétipo libera as paixões reprimidas da sociedade. Quando a consciência do Rebelde está presente, as pessoas têm uma percepção mais aguda dos limites que a civilização impõe à expressão humana. Percebe-se, de acordo com a definição deste arquétipo, que o Fora-da-lei ou o Revolucionário está fora de seu tempo. Tem valores discordantes que prometem a revolução, ou que acabam fazendo ameaças por intermédio dela. O arquétipo do Rebelde fornece, ainda, uma maneira de dar continuidade às antigas qualidades, características e propriedades eventualmente existentes na cultura e fazê-las emergir novamente.

O rebelde também é conhecido como: O ilegal, o revolucionário, o homem selvagem, o desajustado, o iconoclasta.

7. O Amante

Lema: Você é único

Desejo central: Intimidade e experiência

Objetivo: Estar em um relacionamento com as pessoas no trabalho e no ambiente que eles amam

Maior medo: Ficar sozinho, ser um invisível, se indesejado, ser mal amado

Estratégia: Tornar-se cada vez mais atraente fisicamente e emocionalmente

Fraqueza: Com o desejo de agradar aos outros corre o risco de perder sua identidade externa

Talento: Paixão, gratidão, valorização e compromisso

O Amante quer um tipo mais profundo de conexão: que seja íntima, genuína e pessoal. Tais formas de conexão – seja com namorados, amigos ou membros da família – exigem muito mais conhecimento, honestidade, vulnerabilidade e paixão do que a ligação mais fria do Cara Comum.

O amante também é conhecido como: O parceiro, o amigo íntimo, o entusiasta, o sensualista, o cônjuge, o construtor de equipe.

8. O Criador

Lema: Se puder ser imaginado, poderá ser criado

Desejo central: Criar coisas de valor duradouro

Objetivo: Realizar uma visão

Maior medo: A visão ou a execução medíocre

Estratégia: Desenvolver a habilidade e o controle artístico

Tarefa: Criar cultura, expressar a própria visão

Fraqueza: Perfeccionismo, soluções ruins

Talento: Criatividade e imaginação

Quando o arquétipo do Criador está ativo nos indivíduos, estes se sentem compelidos a criar ou inovar – caso contrário, sufocam. Nos dias de hoje, em muitas ocasiões, as situações cotidianas fogem do controle dos indivíduos, que canalizam na criatividade seus problemas e dificuldades, usando-a como uma válvula de escape.

O Criador também é conhecido como: O artista, o inventor, o inovador, o músico, o escritor, o sonhador.

Os tipos de Eu

9. O Tolo

Lema: Só se vive uma vez

Desejo central: Viver para o momento com pleno gozo

Objetivo: Ter um grande momento e iluminar o mundo

Maior medo: Se aborrecer ou chatear os outros

Estratégia: Jogar, fazer piadas, ser engraçado

Fraqueza: Frivolidade, desperdício de tempo

Talento: Alegria

Quando o arquétipo do Tolo está ativo em uma pessoa, ela quer apenas se divertir. O desejo básico, aqui, é ser espontâneo e recuperar aquele espírito brincalhão que todos nós tínhamos quando éramos pequenos. O arquétipo do Tolo nos ajuda a viver a vida no presente e nos permite ser impulsivos e espontâneos. Enquanto o Cara Comum e o Amante fazem uso da autocensura para se adaptarem ou se acomodarem no grupo, ou para atrair os outros, o Tolo se solta completamente, demonstrando que a pessoa pode agir de forma espontânea e natural e ainda assim ser acolhida e admirada pelos demais.

O tolo também é conhecido como: O bobo da corte, o malandro, o palhaço, o brincalhão, o comediante.

10. O Sábio

Lema: A verdade vos libertará

Desejo central: Encontrar a verdade

Objetivo: Usar a inteligência e a análise para compreender o mundo

Maior medo: Ser enganado, iludido, ou ser ignorante

Estratégia: Buscar informação e conhecimento, auto reflexão e compreensão dos processos de pensamento

Fraqueza: Pode estudar detalhes para sempre e nunca agir

Talento: Sabedoria, inteligência

Quando o Sábio está ativo na vida de uma pessoa, ela sente um agudo interesse em aprender por aprender. A parte do Sábio que existe dentro de uma pessoa concorda com a frase: Penso, logo existo. A partir desta definição, é possível concluir que, quando o arquétipo do Sábio predomina no caráter do indivíduo, há grande e constante motivação e interesse pelo aprendizado.

O Sábio também é conhecido como: O perito, o erudito, o detetive, o conselheiro, o pensador, o filósofo, o acadêmico, o pesquisador, o pensador, o planejador, o profissional, o mentor, o professor, o contemplador.

11. O Mago

Lema: Eu faço as coisas acontecerem.

Desejo central: Compreensão das leis fundamentais do universo

Objetivo: Realizar sonhos

Maior medo: Consequências negativas não intencionais

Estratégia: Desenvolver uma visão e viver por ela

Fraqueza: Se tornar manipulador

Talento: Encontrar soluções ganha-ganha

O Mago representa o arquétipo daqueles que desejam buscar os princípios essenciais que regem o funcionamento das coisas e empregá-los para que estas aconteçam. As pessoas “mágicas” geralmente possuem sonhos, ilusões e aspirações que muitos avaliam como impossíveis ou impraticáveis, mas o cerne da magia é ter uma visão na direção da qual se deva caminhar. Quando algo dá errado, os Magos analisam a si mesmos, a fim de perpetrar uma mudança interior.

O mago também é conhecido como: O mágico, o visionário, o catalisador, o inventor, o líder carismático, o xamã, o curandeiro, o feiticeiro.

12. O Governante

Lema: O poder não é qualquer coisa, é a única coisa

Desejo central: Controle e poder

Objetivo: Criar uma família ou uma comunidade bem sucedida e próspera

Estratégia: Exercer o poder

Maior medo: O caos, ser destituído

Fraqueza: Ser autoritário, incapaz de delegar

Talento: Responsabilidade, liderança

O Governante está no comando e no controle sempre. É típico dele ser mostrado como indivíduo extremamente responsável, que joga com muitas responsabilidades importantes. Esse arquétipo quer liderança e poder! Ele pode ser resumido em termos de responsabilidade, competência e soberania e, sendo um tanto mais ambicioso, este seria um arquétipo preocupado com o bem-estar da sociedade e do planeta.

O Governante é também conhecido como: O chefe, o líder, o ditador, o aristocrata, o rei, a rainha, o político, o gerente, o administrador.

As quatro Orientações cardeais

arc

As quatro orientações cardeais definem quatro grupos, com cada grupo contendo três tipos (como a roda de arquétipos acima ilustra), cada grupo é motivado por seu respectivo foco orientador: satisfação do ego, liberdade, socialidade e ordem, esta é uma variação nos grupos dos três tipos anteriormente mencionados, no entanto, todos os tipos dentro do Ego, Alma e Eu compartilham da mesma fonte de condução, os tipos que compõem a orientação dos quatro grupos têm diferentes unidades de origem, mas a mesma orientação de motivação, por exemplo, o cuidador é impulsionado pela necessidade de cumprir agendas do ego através do atendimento das necessidades dos outros que é uma orientação social, considerando que o herói também é impulsionado pela necessidade de cumprir agendas do ego o faz através de ação corajosa que comprova a autoestima, compreender os agrupamentos ajudará na compreensão da dinâmica de motivação e autopercepção de cada tipo.

Self, arquétipos da psique humana

Agora, vamos falar sobre a construção da psique humana, isto é, todos os aspectos que ajudam na construção da personalidade de um indivíduo ou de um personagem.

A primeira coisa que temos que entender é que nossa personalidade é formada por várias partes onde o Self é aquele que controla todos os outros aspectos de nossa psique, representando a unificação da inconsciência e consciência de um indivíduo. A criação do self ocorre através de um processo conhecido como individuação, em que os vários aspectos da personalidade são integrados em círculo que é composto de sombra, animus e anima, ego e persona.

self

Ego

No esquema mostrado acima, o Ego ou ‘eu’ representa a mente consciente do indivíduo. É um termo usado por Jung para representar o complexo que constitui o centro da consciência. Ele compreende toda a consciência que um indivíduo tem de si, suas qualidades e características relacionadas ao contexto social a que pertence, englobando sua personalidade total. É aquele que controla e organiza tudo o que é consciente na psique humana através das percepções conscientes que inclui: sentimentos, memórias e pensamentos e que tem a função de vigiar a consciência, filtrando as experiências do dia-a-dia, selecionando quais se tornarão conscientes e quais serão relegadas ao inconsciente coletivo. Como consequência desta seleção e eliminação da consciência que será comandada pela função psíquica dominante do sujeito, o “eu” dá identidade e coerência à personalidade. O “eu” contém tudo aquilo que o sujeito sabe de si próprio, ou seja, todas as características por ele aceitas: aquelas que estão de acordo com os princípios, os ideais e os valores do contexto social em que o próprio sujeito se reconhece.

Um exemplo bem comum desse processo nos remete ao caso de que se uma pessoa é do tipo sensitivo, o Ego permitirá que chegue à parte Consciente da mente um número maior de experiências ligadas às emoções / sentimentos. Se o indivíduo for do tipo pensativo; os pensamentos (Racionalidade) chegarão à Consciência com maior facilidade. Neste caso, a racionalização se destaca e supera as emoções (HALL; NORBDY, 1980).

Sendo assim, na escrita:

o eu, o interior do personagem

O Ego representa aqui a personalidade do personagem como um indivíduo e suas experiências de vida, deixando claro o que ele é e por ele tem tal tipo de personalidade.

  • Sentimentos
  • Lembranças
  • Preferências
  • Pensamentos
  • Personalidade
  • Ideologia e moral

Sombra

A Sombra é a parte mais escura e escondida da personalidade e representa comportamentos, sentimentos e fantasias proibidas, a parte mais inferior do self. Portanto, ela é uma unidade complexa e autônoma que simboliza o lado negativo de cada indivíduo. Ela é resultado do lado sombrio que começa a se desenvolver na infância como consequência de repressão ou negação de sentimentos indesejáveis. Percebemos a nossa sombra quando sentimos inexplicável rancor e antipatia por alguém, ou quando descobrimos em nós algo inadmissível, ou mesmo quando nos sentimos influenciados pelo ciúme ou vergonha.

Jung afirmou que se mantivermos um relacionamento adequado com o nosso inconsciente, ele nos auxiliará na nossa direção de vida; porém, ele pode tornar-se perigoso quando a atenção consciente que lhe dedicamos é pouca ou nenhuma. Segundo Jung, “Todo indivíduo é acompanhado por uma sombra, e quanto menos ela estiver incorporada à sua vida consciente, tanto mais escura e espessa ela se tornará (…), pois Segundo o dicionário Junguiano, a sombra exprime o lado não aceito da personalidade, assim como se constituiu por um lado o conjunto de tendências, características, atitudes e desejos inaceitáveis. Daí vem a expressão “sombra do eu”.

O Dicionário Junguiano (2002); nós dá através do trabalho analítico (análise), sendo possível distinguir diferentes aspectos da sombra, expostos a seguir:

  • A projeção da sombra – alienação do sujeito em relação aos próprios conteúdos psíquicos negativos, considerados penosos e incompatíveis, e incorporação dos mesmos no “outro”. Tal dinâmica é posta como explicação das antipatias e idiossincrasias que nascem em cada sujeito, ao atribuir ao “outro” aquilo que existe de sombrio na própria personalidade. Isto é, a pessoa recriminaria um traço de personagem em outras pessoas que ela vê refletida nela mesma;
  • A identificação com a sombra – o sujeito assume os próprios conteúdos negativos, razão pela qual adota todas as suas características. A energia psíquica dinamiza apenas os conteúdos negativos, por essa razão é considerada como ainda não elaborada sob forma de autocrítica. Isto é, a pessoa aceita seu lado sombrio a fazendo ter mais peso que os outros aspectos da psique. Ou a identificação pode vir como uma forma de autocrítica.
  • A cisão da sombra – se refere a vida autônoma, que ocorre dentro da psique, dos conteúdos rejeitados, de qualquer forma, pelo complexo do “eu”, motivo pelo qual eles provocam, por um lado, bruscas mudanças de personalidade, e por outro lado a alternância de personalidades diferentes. Isto é, é quando os aspectos psíquicos estão em desequilíbrio, causando mudanças bruscas ou alternância de personalidade.
  • A diferenciação da sombra – nesta etapa, há a distinção e o desenvolvimento dos conteúdos psíquicos negativos, a fim de que possam entrar verdadeiramente em relação com os seus opostos. Isto é, há uma conscientização do lado negativo da pessoa onde se começa a criar o inicio do equilíbrio psíquico.
  • A integração da sombra – é o reconhecimento crítico e a aceitação, não apenas intelectual dos aspectos negativos da própria personalidade. Sendo estes realizados por parte do “eu”, restituem-lhe a energia psíquica, de tipo cognitivo e afetivo, que antes residia isoladamente nos conteúdos psíquicos. Isto é, o indivíduo reconhece tanto seu lado negativo quanto seus lados intelectual, emocional e afetivo que antes permaneciam separados, promovendo o equilíbrio psíquico completo.

Deepak Chopra no livro “O efeito sombra” p.106 e 107; nos traz otimismo dizendo que: “A força da evolução é infinitamente maior que os obstáculos que impedem o caminho”, ele nos ensina uma maneira de lidarmos com a nossa sombra:

  • Reconheça sua sombra quando ela trouxer negatividade para sua vida
  • Abrace e perdoe sua sombra. Transforme um obstáculo indesejado em seu aliado.
  • Pergunte a si mesmo que condições estão dando origem à sombra: estresse, anonimato, permissão para causar danos, pressão dos colegas, passividade, condições desumanas, uma mentalidade “nós versus eles.”
  • Compartilhe seus sentimentos com alguém em quem confie: um terapeuta, um amigo de confiança…
  • Inclua um componente físico: trabalho corporal, liberação de energia, respiração de ioga, cura interativa.
  • Para mudar o coletivo, mude a si mesmo – projetar e julgar “os outros” como malfeitores só aumenta o poder da sombra.
  • Pratique a meditação, de modo a experimentar a consciência pura, que está além da sombra.

Sendo assim, na escrita:

nome técnico para o vilão.

o lado escuro dentro do personagem

É um arquétipo que consiste nos traços que não gostamos, ou preferimos ignorar ou esconder, compostos por ideias reprimidas, fraquezas, desejos, instintos e deficiências que representa caos, selvageria e o desconhecido. Jung acreditava que a sombra tinha um propósito específico; ele sentiu que “onde há luz, também deve haver sombra” – o que quer dizer que a sombra tem um papel importante a desempenhar no equilíbrio total da psique. Sem um lado sombrio bem desenvolvido, uma pessoa pode facilmente tornar-se superficial e extremamente preocupada com a opinião dos outros. Assim como o conflito é necessário para fazer avançar o enredo de qualquer bom romance, luz e escuridão são necessárias para o crescimento pessoal do personagem.

  • Sua missão é destruir o herói.
  • Sua função dramática é desafiar o herói e despertar nele o caráter heróico, o que há de melhor em nós.
  • Deve ser um oponente à altura do herói, um inimigo forte que te obriga a crescer, treinar, para poder vencê-lo.
  • Se diferenciam dos guardiões porque são psicoses que não apenas nos atrapalham, mas que podem nos destruir. Não são obstáculos da vida, e sim psicoses e traumas que podem nos levar à destruição (complexos).
  • Muitos vilões são heróis de sua própria história. É um herói que tomou as decisões erradas (Vader).
  • Podemos humanizá-los também, como o Coringa, criando motivos para ele chegar onde chegou.
  • Pode ser um personagem ou uma situação. Em “A Procura da Felicidade”, o preconceito é um guardião, enquanto a pobreza é a sombra, aquilo que pode realmente destruí-lo.

Persona

De acordo com Jung, a “persona” indica um aspecto da personalidade conhecido como máscara, isto é, apresenta a imagem que o indivíduo mostra externamente “por razões de adaptação ou conveniência pessoal.”, Mais exatamente, é a forma como deseja ser visto, em sua relação com o mundo ou relativamente ao status social que deseja que lhe seja atribuído. Pense assim: você como indivíduo tem certas “máscaras” que você coloca em várias situações, é o comportamento que você apresenta no trabalho ou no ambiente familiar. A Persona pode ser vista como a parte de “relações públicas” do ego, a parte que nos permite interagir socialmente em uma variedade de situações com relativa facilidade. Aqueles que se identificam muito fortemente com suas personas, no entanto, podem ter problemas – como exemplo podemos pensar na celebridade que se torna muito envolvida com sua “estrela”, a pessoa que não pode deixar o trabalho no trabalho, ou o acadêmico que parece condescendente com todos. A persona normalmente cresce a partir das partes de pessoas que desejavam uma vez agradar a professores, pais e outras figuras de autoridade, e, como tal, se inclinam fortemente em direção a incorporar apenas as melhores qualidades, deixando os traços negativos que contradizem a Persona formarem a “Sombra”.

A persona também se refere à adaptação do indivíduo ao coletivo, à atitude que assume diante de outras pessoas e as situações que enfrentamos enquanto indivíduo pertencente a determinado grupo social. Assim, a “persona” é aquilo que os outros pensam que somos, ela possui pouco caráter individual, pois trata-se de uma identidade social e de uma imagem idealizada. Quando tal situação acontece, desprovidos da mascara, descobrimos que a persona nada tem de real, é apenas um nome, um título que desempenha uma função no mundo exterior o qual nos convida a uma identificação com ela. Dinheiro, respeito e poder são a conquista daqueles que podem desempenhar bem e de modo consistente um papel social. De conveniência útil, a “persona” pode, por isso, passar um complexo e fonte de neurose. Quando acontece da pessoa se identificar com a persona, seu mundo torna-se empobrecido, pois o indivíduo é incapaz de entrar em contato com sua vida interior e com as múltiplas facetas da personalidade, porém ao tomar consciência da mesma, a pessoa consegue se desidentificar, podendo assim entrar em contato com outros aspectos próprios como a anima, animus e o “eu” tornando assim a personalidade mais rica e desenvolvida.

Sendo assim, na escrita:

imagem externa do personagem

Aplicado em uma narração essa seria a imagem que todos têm de um certo personagem. É a aparência e o que se pode ver a primeira vista, é a personalidade do indivíduo visível para quem observa inserido em tal contexto social e cultural.

  • Comportamento perante outras pessoas
  • Expectativa social
  • Máscaras sociais:
    • Os arquétipos nem sempre são absolutamente fixos. Outros arquétipos ou determinados personagens podem desempenhar funções, ou seja, vestir a “máscara” de outro arquétipo. Ou então podem ter qualidades de mais de um arquétipo. É comum um personagem acumular a função de arauto e mentor, por exemplo: Obi-Wan, Gandalf e Morpheus são mentores que se sacrificam, vestindo a máscara do herói. Hanibal Lecter é uma sombra que assume o papel de mentor.

Animus e Anima

Anima e animus, derivados do termo latino Anima (Alma), referem-se à imagem da alma de um indivíduo e as relações com o mundo externo. Jung não compreendia a anima como alma num sentido “teológico” ou “metafísico” e sim arquétipos contra-sexuais da psique, com a anima estando em um homem e animus em uma mulher. Estes são construídos a partir de arquétipos femininos e masculinos das experiências individuais, bem como a experiência com os membros do sexo oposto começando com um dos pais, e procuram equilibrar a experiência unilateral do gênero. Como o Sombra, esses arquétipos tendem a acabar sendo projetados, somente em uma forma mais idealizada, como a imagem do homem viril e poderoso, o ‘macho’ e da mulher delicada e submissa; é representado por um olhar para o reflexo da própria anima ou animus em um parceiro em potencial, simbolizando o fenômeno do amor à primeira vista. Jung não viu masculinidade ou feminilidade como o lado “superior” da moeda de gênero, mas apenas como duas metades de um todo, tais como luz e sombra, metades que devem servir para equilibrar uma a outra.

Segundo Jung, “A anima, sendo feminina, é a figura que compensa a consciência masculina. Na mulher, a figura compensadora é de caráter masculino, e pode ser designada pelo nome de animus” (Obras Completas C. G. Jung, Vol.VII, §328).

O animus e a anima são como parceiros invisíveis que podem ser conhecidos, ou não, do Eu do indivíduo. A anima é formada pela projeção da psique do menino na mãe; o animus é formado pela projeção da filha no pai. Posteriormente, com o crescimento, espera-se que os filhos gradualmente retirem essas projeções das figuras parentais, transferindo-as para outras mulheres, no caso do homem, e outros homens, no caso das mulheres. Quando estas imagens da alma (anima no homem e animus na mulher) são integradas à consciência do indivíduo, elas realmente tornam-se suas parceiras de desenvolvimento e de crescimento. Para o homem, uma anima integrada traz para sua personalidade sensibilidade, intuição, afetividade, paciência, flexibilidade; para a mulher, um animus integrado traz direcionamento, racionalidade, assertividade. Usa-se o termo “integrado”, pois é a união dos pares de opostos (masculino – feminino) na personalidade, ou seja, a pessoa adquire essas qualidades do seu parceiro invisível sem perder a qualidade da sua própria identidade sexual. Porém, quando permanecem indiferenciadas e inconscientes, geram quadros clínicos de psicopatologias. Por exemplo: o homem projeta na sua namorada ou esposa sua imagem de anima, gerando uma série de conflitos conjugais, pois ele não estará se relacionando com a sua parceira realmente, mas com sua anima projetada, um aspecto dele próprio projetado. O mesmo pode ocorrer com a mulher. Desta forma, um parceiro nunca conseguirá corresponder às imagens da alma. Um indivíduo do sexo masculino nestas condições pode vir a ser possuído por este complexo, tendo reações indesejáveis, como crises nervosas, alterações repentinas de humor, tentativa de impor sua vontade a qualquer custo, sem racionalidade, além de apresentar angústia e medos afetivos; uma mulher pode também apresentar problemas relativos a sua afetividade, sendo racional demais, agressiva, impaciente, autoritária, obstinada.

Sendo assim, na escrita:

Relações externas sobre o sexo e o amor

 Aqui seria onde o personagem lida com a parte afetiva e sexual dos arquétipos. Como ele age diante de amigos e amantes.

  • Relações amorosas
  • Relações afetivas
  • Relações sexuais
  • Aspecto feminino no masculino e vice-versa
  • Relações com o mundo externo:
    • Mãe e filho;
    • Amigo e amiga;
    • Namorado e namorada;

Arquétipos na Jornada do Escritor e na Jornada do Herói

Agora que entendemos o que é um arquétipo e como isso pode ser usado para construir um personagem, voltaremos a focar na jornada do herói.

  • Herói – O Herói é o personagem protagonista. É ele quem deve fazer a história avançar, saindo do mundo comum, atravessando pelo limiar e se sacrificando de alguma forma pelo bem comum. Pode ser motivado pelo coletivo ou se for um anti-herói, pode ser motivado por razões pessoais. A principal característica desse arquétipo é promover mudanças pessoas e coletivas, sempre retornando com elixir que irá melhorar a vida de todos ao redor dele.
  • Mentor – É aquele que guia e treina o herói, é aquele que ensina algo de valioso para que o herói possa prosseguir em sua jornada. O mentor geralmente é mais velho e mais sábio, pode ser um herói de uma jornada anterior e por isso tem muito a ensinar. A principal característica do Mentor é preparar, guiar e dar as ferramentas que o herói ou protagonista precisará para vencer a sombra no final.
  • Guardião do limiar – O Guardião do limiar são os conflitos e desafios que o herói deve enfrentar para alcançar seu objetivo. Ele nem sempre aparece como personagem nas histórias, podendo ser um lugar, como uma ponte perigosa ou um ninho de serpentes, por exemplo. Em muitos casos, o guardião do limiar, quando atravessado se torna aliado do herói, mas ele também pode ser um aliado do vilão, um “capanga” que serve para preparar o herói para a batalha final. A principal característica do Guardião do limiar é ser um desafio que prepara o herói para o desafio final, na maioria das vezes acrescentando algum dom ou habilidade ao herói.
  • Arauto – O Arauto é a voz que anuncia a mudança ao chamado à aventura. Pode ser o Mentor, o Vilão ou  simplesmente um objeto como, por exemplo, uma carta ou um acontecimento. É o primeiro aspecto a fazer o herói avançar na história. A principal característica do Arauto é trazer a quebra da rotina para a vida do herói.
  • Camaleão – O Camaleão é um dos arquétipos mais complexos, pois é bastante dissimulado e está ligado às projeções que fazemos sobre sexualidade e relacionamentos, nunca se sabendo ao certo se ele está do lado do bem ou do mal, pois ele pode ser o aliado que se revela inimigo no final ou o inimigo que salva o Herói em algum momento, revelando-se um aliado. Por exemplo, nos thrillers, vampiros e lobisomens também podem ser Camaleões, assim como alguns vilões de contos de fadas, usam a máscara deste arquétipo para se disfarçar e enganar o Herói. É o caso da rainha má ao transformar-se na velhinha que oferece a maçã envenenada para Branca de Neve. A principal característica do Camaleão é disseminar dúvida e suspense e gerar uma grande necessidade de mudança no Herói.
  • Sombra – É o arquétipo do vilão ou inimigo do herói. Seu objetivo normalmente bate de frente com o objetivo do herói e sua grande função é instigar o herói e fazê-lo  se mover ao longo da história. Muitas vezes, a sombra aparece como um reflexo negativo da personalidade do herói, é a personificação dos monstros internos, medos e traumas do subconsciente. A principal característica da Sombra é ser a representação oposta ao herói, mesmo que faça parte dele ou não seja propriamente seu inimigo.
  • Pícaro – Também conhecido como alívio cômico, o arquétipo do pícaro serve exatamente para dar aquele alívio quando a história está tensa demais, porém outra característica importante do arquétipo de pícaro é que ele faz as suas piadas com tom de crítica, ou seja, fala de modo descontraído aquilo que ninguém mais tem coragem de falar. A principal característica do Pícaro é quebrar a seriedade do Herói ou se sacrificar no lugar do herói.

Uma vez aprendido o que é e qual a função de cada um dos principais arquétipos dentro de uma estrutura narrativa, podemos começar a pensar em como usar esses modelos de personalidades. Entretanto, algo comum de acontecer é o arquétipo ser confundindo o conceito de estereótipo. Uma das grandes causas disso é a falta de conhecimento no estudo dos personagens. Conhecer seus personagens e entender a função que eles desempenham na história é de vital importância, pois assim abre possibilidades criativas e novos caminhos para você traçar dentro do que quiser escrever.

Arquétipo e Estereótipo

O que é Estereótipo?

Estereótipo é uma imagem generalizada sobre comportamentos ou características que temos de um personagem ou uma pessoa. Sua principal característica é alguém que tenha uma personalidade fechada e imutável com costumes, manias e trejeitos que são, muitas vezes, previsíveis.

O conceito de estereótipo foi criado em 1922, pelo escritor estadunidense Walter Lippmann. É bastante confundido com preconceito, uma vez que estereótipo acabam se convertendo em rótulos, muitas vezes, pejorativos e causando impacto negativo nos outros. Também porque é uma noção preconcebida e muitas vezes automática, que é incutida no subconsciente pela sociedade. Um exemplo de estereótipo é o conceito de beleza, antigamente estar acima do peso ideal era o estereótipo de beleza e significava ter saúde, agora a maioria das pessoas acha que ser bonito é estar dentro do peso considerado ideal, em forma física. Outro exemplo é a imagem da garota popular, ela é bonita e atlética e a maioria das pessoas acham que não há nada além de um rostinho bonito, a enquadrando em um estereótipo, mas e se essa garota em suas horas vagas gostasse de bater nos outros, trazendo o lado sombra à tona? Ele iria participar de ringues de lutas? Ela praticaria esportes radicais ou ela apenas praticaria bullyng na escola como um jeito de extravasar a agressividade?

Sendo assim, a diferença entre Arquétipos e Estereótipos é muito tênue; o Estereótipo é o óbvio, a imagem a primeira vista do personagem e o arquétipo são as camadas e máscaras que o personagem decidi usar, o “eu” interior dele e todas as características que o fazem um indivíduo, podendo se ter diversas personalidades e arquétipos em um único personagem.

fonte:

http://psicoativo.com/2016/01/inconsciente-coletivo-e-arquetipos.html

http://psicoativo.com/2016/01/maiores-arquetipos-junguianos.html

http://psicoativo.com/2017/04/estrutura-da-psique-junguiana-psicologia-analitica-jung.html

https://portal2013br.wordpress.com/2014/08/31/os-12-arquetipos-comuns/

https://oarquetipo.wordpress.com/os-doze-arquetipos/

http://institutofreedom.com.br/blog/o-ego-e-sua-importante-contribuicao-para-o-processo-de-individuacao/

http://www.psicologiasandplay.com.br/psicologia-analitica/

https://notamanuscrita.com/2016/02/16/a-jornada-do-escritor-ou-o-esqueleto-de-vogler/

https://www.escoladeroteiro.com.br/estrutura-de-storytelling/arquetipos-e-significados-como-utilizar-no-storytelling/

http://www.heroisemitos.com.br/2012/12/a-jornada-do-heroi.html

https://www.significados.com.br/estereotipo/

Um comentário em “PERSONAGENS E ARQUÉTIPOS

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.