CENAS E SEUS ASPECTOS

O que é uma cena?

Em primeiro lugar, precisamos entender o que é uma cena. E para que não haja dúvidas, é o primeiro tópico que devemos analisar se quisermos executar nossa história sem problemas ao longo do caminho.

Definição

De acordo com a Wikipedia, na literatura, a noção de “cena” passou a ser aplicada na análise de textos literários, nos explicando que uma cena é: “cada uma das situações ou momentos da evolução de um enredo”. A cena em sua unidade fundamental é uma mini-história, com começo, meio e fim. No final de uma cena é necessário que pelo menos um dos personagens tenha passado por algum tipo de mudança.

Para deixar mais claro o que é uma cena, assistam esse vídeo e reparem que a parte mais importante está bem no começo, embora seria interessante se vocês o vissem até o final.

Vejam o seguinte trecho:

“Cena é uma pequena história que precisa ter início, meio e fim a modo de fazer a história avançar”, outro ponto também importante é quando o nome Robert Mckee é comentado no vídeo. Eu gostaria que vocês guardassem esse nome, pois mais para a frente pretendo estudar com vocês o livro desse autor, o chamado ‘Story’.

Outra parte desse vídeo que eu achei interessante é quando ele fala sobre “expectativa e resultado”, explicando que é necessário dar uma solução para uma pergunta feita anteriormente a fim de fazer a história avançar e também sobre: “Cena é uma sequência que causa impacto no personagem e o movimenta para alguma direção da história.” Toda cena é importante para a evolução e andamento da história e toda cena deve causar um ponto de virada na vida dos personagens. Uma boa cena é quando faz a história caminhar, um bom exemplo disso é o exemplo que autor dá no vídeo mencionado acima sobre o filme do senhor dos anéis. (explicação começa em 1:10 no vídeo). Outro conceito interessante que o autor traz é o “ponto de virada”, que é um evento que coloca obrigatoriamente a história em outra direção.

Outros pontos a se considerar

Para não restar dúvida:

  1. Histórias são formadas por cenas;
  2. Cenas são pedaços de histórias;
  3. Histórias são montadas por uma uma sequência de cenas, uma depois da outra, até que se forme nosso enredo.

O Que, Onde e Quem

  • Um momento (ação ou cena);
  • Um lugar (espaço e tempo);
  • Um personagem (protagonista).

É importante que nos façamos essas três perguntas:

  • O que acontece nesse momento, sempre nos lembrando que se a cena não faz a trama evoluir ela não é importante;
  • Onde a cena se passa;
  • Qual o personagem que essa cena tem o foco. Nem sempre a cena precisar ser com o personagem principal, mas é necessário que seja sobre ele ou que de alguma forma esse pedaço de história afete diretamente o personagem protagonista.

Agora, vou dar um exemplo de algo que eu estou escrevendo no momento.

Devo confessar que eu estava meio travada porque, embora eu frise a importância de uma boa organização, eu não tinha feito o planejamento da história. Eu tinha parado em um ponto de virada mega importante e que sem ele a história não poderia avançar. O pior era que eu não sabia como continuar. Então, eu parei de fazer todo o resto e me concentrei só naquilo. Eu reli e dei um leve revisa, vendo que não estava tão ruim como eu esperava. Mas, o que mais me chocou foi ver que as ações dos meus personagens não estavam tendo consequências, nem para a história e para os próprios personagens. Esse foi outro momento que eu tive que parar para pensar, me perguntando para onde eu queria levar a história e em quem a história deveria ter um impacto mais forte e, principalmente, até onde e até qual momento aquelas consequências continuariam ativas. Eu não vou dizer aqui qual é a história, porque eu não quero fazer propaganda, mas vocês percebem como é importante manter o controle para onde sua história está indo? Esse é outro motivo para o bloqueio criativo acontecer.

Cenas não são capítulos.

Esse assunto é bem sério. Eu já li tanto texto que só tinha uma cena por capítulo que eu tive que me perguntar se as pessoas sabiam que um capítulo não é a mesma coisa que uma cena. É claro que pode acontecer do capítulo ter apenas uma cena, mas se parecer que a história está andando devagar demais esse pode ser o problema.

A verdade é que não existe uma regra de quando o capítulo começa ou termina com, tanto que o capítulo não corte a cena no meio.

Em livros profissionais, pode ficar mais difícil de perceber. Porque, geralmente, nesses capítulos não há nada que indique uma pausa, porém eu posso afirmar que há. As pausas podem ser identificadas quando a ação daquela cena vai acabando e o autor decide naquele momento contar ou invés de mostrar, ou usar um sumário narrativo para unir duas cenas, assim dando fôlego para o leitor assimilar o que acabou de acontecer. Imagine como se fosse uma montanha russa, em um momento ela está lá em cima e na outra ela desce, fazendo um circulo perfeito para depois voltar a subir novamente.

Adendo:

Não esqueça de marcar visualmente se houver várias cenas no mesmo capítulo. Eu gosto de colocar asteriscos ou um x, assim: (***) ou (-x-), ou qualquer símbolo que dê a entender que a cena acabou.

Cinco sentidos

Esse é outro ponto importantíssimo para a construção de uma cena. Diferente do cinema onde só usamos a visão, na literatura as palavras nos proporcionam um leque de emoções cinco vezes mais poderosas. Isso porque nós não apenas visualizamos a cena, nós podemos imaginar a textura de alguma coisa, seu cheiro, sua aparência e até seu gosto se resolvermos nos aproveitar desses aspectos. Sem mencionar nossa memória emocional e sensorial que traz um gostinho de nostalgia se bem feito, mesclando a visão, a audição, o tato, o paladar e o olfato.

Premissa

Esse é outro ponto importante que devemos pensar. Não vou me alongar aqui sobre o assunto, mas gostaria de deixar claro que premissa é o conflito e objetivo que nosso personagem vai enfrentar durante a história toda. Ela é composta de uma oração curta, um resumo do que sua história vai contar ou discutir sem mencionar nome de personagens ou lugares, como:

  • Com grande poderes há grandes responsabilidades;
  • A guerra transforma as pessoas.

Vocês conseguem identificar de onde eu tirei essas premissas? Essa frase servirá de guia até o fim da história e se no fim da história a premissa não tiver uma solução, ou ao menos, um desenvolvimento, quer dizer que a sua premissa deve ter mudado ao longo do caminho.

Aqui tem um vídeo que trata do assunto de forma muito interessante. Vale a pena conferir.

Funções das cenas

De acordo com os estudiosos, há dois tipo de cenas em seu sentido mais básico. A proativa e a reativas. Antes eu costumava pensar que tudo o que eu precisava fazer era escrever que a história no fim ficaria pronta. Que engano o meu! Quer dizer, elas ficavam. Entretanto, eu não entendia que existia formas diferente e funções diferentes de se construir uma cena. A verdade é que eu fazia sem ter consciência, e até algum tempo atrás, eu não me dava conta de como é importante ter o controle do que nós fazemos. É por isso que analisaremos separadamente quais são as diversas funções que uma cena pode ter.

Cena Proativa – ou de Ação

A cena proativa se desenvolve quando o personagem executa a ação. Ele quer alcançar algum objetivo e que geralmente há um conflito que o impede. Entretanto, nesse tipo de cena, nosso personagem não está lá porque alguém disse que ele tem que estar. Ele embarcou nesta aventura porque ele quis e ele é o personagem que sempre deve mover a história adiante, isto é, aquele que toma a decisão do próximo passo a se dar. O enredo deve ser sobre ele e o antagonista deve se opor diretamente a ele, psicológica e fisicamente. O personagem principal sempre deve sofrer as maiores consequências dos acontecimentos e ele deve decidir prosseguir por vontade própria, mesmo que no início ele seja levado por esse caminho pela influência de outras pessoas. O fim da cena deve servir de catapulta para uma próxima, com outra coisa aparecendo no caminho ou surgindo outro desafio que ele deve completar antes de chegar ao objetivo principal.

Resumindo, temos:

  • Objetivo: No começo da cena o personagem tem algum objetivo que ele espera alcançar ao final da cena.
  • Conflito: O personagem tenta completar seu objetivo, mas encontra obstáculos.
  • Revés: Ao fim da cena o personagem geralmente falha no que tentava fazer e se encontra em uma situação pior que a anterior, ou então, ele consegue o que queria, mas outra coisa ruim acontece ou outra dificuldade aparece em seu caminho.

Para criar uma cena proativa, temos que nos fazer as seguintes perguntas:

  • Quem é o personagem foco da cena?
  • Qual é o seu objetivo para a cena?
    • O objetivo de uma cena deve ser simples e objetivo, facilmente visualizado pelo leitor;
    • O objetivo tem que fazer sentido e ser verossímil para a narrativa (construir personagem ou avançar a trama, ou os dois);
    • O objetivo tem que ser difícil, se for muito fácil a cena perde em tensão. É a tensão crescente em uma narrativa que cria o efeito “leitura viciante” ou seja, torna impossível o leitor largar o livro.
  • Conflito:

    • O conflito é essencial para uma cena proativa. Não tenha dó do seu protagonista, empilhe dificuldades atrás de dificuldades em cima dele. Não deixe o seu protagonista desistir prematuramente.
  • Reves:

    • Quanto mais tarde acontecer o revés no final de uma cena, melhor. A técnica do gancho narrativo é colocar, na frase final, o revés. Isso torna impossível parar de ler, mas, como toda técnica narrativa, tem que ser usada com parcimônia, ou o seu leitor vai sacar a estrutura e ficar sempre esperando o gancho no final da cena.
    • O revés deve ser inesperado, mas ao mesmo tempo seguir logicamente o enredo da narrativa.
    • Depois de uma cena proativa terminada com um revés, segue-se uma cena reativa, onde o protagonista toma fôlego novamente para criar um novo objetivo e tocar a trama em frente.

Cena Reativa – Consequência e Reação

Aqui, nosso personagem apenas está reagindo ao que aconteceu na cena anterior, é onde são apresentadas as consequências dos atos do personagem e o impacto emocional de algo que aconteceu. Esse tipo de cena foca no impacto físico ou psicológico, na vida de um ou mais personagens, pois cenas reativas são usadas para revelar dimensões mais profundas da psicologia de um personagem. Por exemplo, uma cena onde observamos a reação fria e indiferente de um personagem no dia após ele matar outro personagem.

Assim, temos:

Reação: No início da cena reativa o personagem ainda está se recuperando do revés da cena anterior. Ele passará algum tempo reagindo emocionalmente e então retomará o controle de seus sentimentos. A reação é emocional.

Dilema: No meio da cena o personagem estará calculando seu próximo passo. Geralmente isso consiste em escolher a opção menos ruim. O dilema é intelectual.

Decisão: eventualmente o personagem toma uma decisão. Essa decisão fornecerá o objetivo para a próxima cena proativa.

Resumindo:

Na cena reativa, o conflito é interior. O personagem enfrenta um dilema e precisa tomar uma decisão difícil. Em ambas as cenas, várias características são parecidas. Os dois tipos tem um personagem principal, um conflito, dificuldade e drama. Os dois tipos precisam mover a história adiante. Mas, o funcionamento interno varia entre cada tipo de cena e da necessidade dela de acordo com o que sua história precisa.

Vocês conseguem ver onde o fim desse tipo de cena nos leva?

Não? Pois bem, o fim de uma cena reativa nos deixa prontos para começar a próxima cena, que deverá ser proativa, pois esse tempo que o personagem leva para ponderar sobre o acontecimento empurra nosso personagem em direção a cena seguinte, uma cena alimentando a outra, em um ciclo que continua até chegarmos ao fim do livro.

Entretanto, há casos que esse estrutura pode ser quebrada. Onde, normalmente, teríamos cenas proativas seguidas de reativas, se nós quisermos acelerar a história podemos usar uma cena proativa atrás de outra cena proativa, ou usar cenas reativas curtíssimas. Se quisermos diminuir a velocidade da narrativa, basta aumentar as cenas reativas, pois elas são ótimas para construir personagens, colocando lembranças, memórias, diálogos que revelam o passado e a personalidade do personagem. Entre uma Cena Proativa e Reativa você pode mudar o Ponto de Vista Narrativo, usando essa alternância para introduzir novas narrativas na história. Atualmente, os romances tendem a deixar as cenas reativas mais simples e essenciais possíveis, focando mais em cenas proativas.

Existem também outros dois tipos de cena:

Cenas de contextualização

Esse tipo de cena define os limites do universo da história e passa informações importantes para o entendimento do que acontecerá na sequência. Cenas de contextualização são usadas para apresentar ao leitor premissas e presunções que servirão de base para o entendimento das cenas seguintes. Por exemplo, uma cena que descreve um pequeno vilarejo e seus habitantes conservadores para contextualizar o local e o contexto social de onde a história vai se passar.

Cenas de aprofundamento

Esse tipo de cena permite ao leitor conhecer os cenários e personagens da história em mais detalhes. Cenas de aprofundamento são usadas para dar textura e complexidade para a narrativa e, assim, envolver o leitor no universo de ficção. Por exemplo, uma cena onde o personagem A conversa com o personagem C sobre as primeiras impressões que ele teve a respeito do vilarejo quando se mudou para lá 5 anos atrás.

Adendo:

Esses dois tipos de cena costumavam ser usados nos romances antigos. Na literatura moderna não são muito populares. O ideal é espalhar os elementos delas aos poucos entre as cenas proativas e reativas.

Tipo de cenas

Finalmente estamos chegando ao fim dessa aula, mas não menos importante, aqui estão os tipos de textos que podemos usar dentro de cena proativa e reativas, deixando claro que as cenas de contextualização e aprofundamento também poderiam cair nessa categoria.

Sumários Narrativos

Um sumário narrativo é um trecho do texto que apresenta de maneira compacta acontecimentos que têm alguma relevância para o desenvolvimento da história. É uma forma de avançar no tempo da narrativa rapidamente, passando para o leitor somente as informações mais importantes para contextualizar a cena seguinte ou caracterizar certos personagens.

  • Exemplo: “Depois de terminar o café da manhã, Heitor vestiu a camisa com a ajuda da esposa.”

Observe como, ao invés de descrever detalhes sobre a forma particular como o personagem termina seu café da manhã, o texto avança no tempo e simplesmente resume o que aconteceu (Heitor terminou sua refeição matinal) e compartilha o que aconteceu na sequência (ele vestiu a camisa com a ajuda da mulher).

Descrição

Descrição é a apresentação de informações detalhadas sobre algum elemento da história, como um personagem, um cenário, uma ação ou reação. É uma ferramenta narrativa usada quando o escritor quer dar textura ao texto e chamar atenção do leitor para certos aspectos da história que ele acredita merecerem destaque.

Omissão

Omissão é a apresentação de informações incompletas sobre algum acontecimento ou aspecto da história. É uma ferramenta narrativa usada quando o escritor quer despertar curiosidade ou criar mistério, provocando no leitor o desejo de continuar lendo para ganhar um entendimento mais completo sobre o universo de ficção, os personagens e a história.

Ironia Situacional

Ironia situacional é quando o que acontece é exatamente o oposto do que era esperado. Em narrativas de ficção, ironia situacional acontece quando as expectativas dos leitores a respeito do que iria acontecer em uma determinada cena – criadas com base em hipóteses lógicas implícitas no contexto da história – são surpreendidas quando o contrário do que eles esperavam acontece.

Ironia Dramática

Ironia dramática é quando os leitores sabem mais sobre um evento, uma situação ou uma conversa do que os personagens da história. O conhecimento dessas informações desconhecidas pelos participantes da história tem o potencial de criar tensão e suspense na narrativa, criando um senso de apreensão ao redor das possíveis consequências resultado da percepção limitada dos personagens a respeito do que pode acontecer. O uso de tal ferramenta desperta uma curiosidade quase irresistível de eliminar a tensão criada pela ironia dramática.

Ironia Verbal

Ironia verbal é quando um personagem ou narrador diz alguma coisa, mas tem a intenção de expressar o oposto do que diz. Essa ferramenta é um sinal para o leitor de que o significado do texto não deve ser interpretado literalmente, considerando apenas as palavras usadas, mas sim dentro do contexto em que foram ditas.

Diálogo

Um diálogo é uma troca de ideias entre dois ou mais personagens, que permite aos leitores tomar contato direto com eles, sem a intermediação de um narrador. Diálogos colocam os personagens em frente ao leitor e passam a sensação de que a cena está acontecendo em tempo real.

Monólogo Interno

Monólogo interno é um diálogo que um personagem tem consigo mesmo, usado quando o escritor quer expor os pensamentos e emoções que estão ocupando a cabeça de tal personagem naquele exato momento. Assim como diálogos, monólogos internos aproximam o leitor dos personagens.

Fluxo de Consciência

Fluxo de consciência é uma cadeia de pensamentos, imagens, sons, palavras, emoções e sensações que o escritor compartilha na tentativa de reproduzir o caos, a aleatoriedade, a complexidade e a rapidez com que a mente associa ideias, dando a oportunidade para o leitor experimentar, em primeira mão, a consciência de um personagem.

Flashback

Flashbacks são cenas que mostram um acontecimento passado na vida de um personagem ou no universo da história. São usados quando o escritor acredita ser importante que o leitor testemunhe em primeira mão algo que aconteceu antes da história começar, ao invés de lhe passar as informações usando sumário narrativo.

Flashforward

Flashforward são cenas que mostram um acontecimento futuro na vida de um personagem ou no universo da história. São usados quando o escritor deseja instigar a curiosidade do leitor, usando a excitação despertada por um evento futuro para provocar interesse na sucessão de acontecimentos do enredo que vão culminar em tal evento.

Proposta de desafio

Enfim chegamos ao fim de mais uma aula quilométrica.

Eu pensei em fazer um questionário que revisaria cada aspecto do que eu escrevi aqui, e até´seria interessante para vocês alunos descobrirem se vocês realmente entenderam o que foi passado, mas como eu não quero dar uma de professora chata eu decidi continuar com nossa escrita criativa, porque é por isso que estamos aqui, certo?

Minha proposta é:

  • Escreva um trecho a partir de 100 palavra e no máximo 1000 palavras sobre uma das funções da cenas:
    • Uma cena proativa ou uma cena reativa. Não precisa ser nada bem elaborado, eu só peço que seja formatado adequadamente, tenha uma ortografia correta e seja uma história coerente.

Que tal pegar uma cena que você já escreveu e ver se nela tem os aspectos necessários? Esse pode ser um exercício de autocrítica muito valioso. Afinal, as vezes o melhor crítico é você mesmo.

 

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